Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marcou presença em um evento de campanha do pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Alexandre Ramagem (PL), na manhã desta quinta-feira (18), na capital fluminense.
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Durante o ato, Bolsonaro sugeriu, sem apresentar provas, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "se reuniu com traficantes" no Rio durante a campanha de 2022.
“Não estive em comunidade aqui reunido com traficantes. Eu não recebi, e jamais receberia, a dama do tráfico em meu gabinete em Brasília. (...) Alguns achavam que eu devia passar a faixa para aquele cara. Eu não passo a faixa para ladrão”, disparou Bolsonaro.
Na oportunidade, o ex-presidente disse que Ramagem (PL) vem sendo “alvo de perseguição” por conta das investigações no caso da “Abin Paralela”. Bolsonaro destacou ainda que não estava fazendo campanha — proibido neste período pela Justiça Eleitoral —, e sim "expondo o que pode ser feito pela cidade" do Rio a partir da comparação entre seu governo e a gestão Lula.
"Hoje aqui, não é campanha política, não é comício. É uma rápida passagem do que foi meu mandato, do que nós estamos apresentando como possibilidades para o Rio de Janeiro", afirmou Bolsonaro.
"O Ramagem, que eu conheci na transição de 2018, já começa a pagar um preço alto pela sua ousadia de querer pensar, sonhar e administrar uma cidade com respeito, com honradez e com orgulho", acrescentou.
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Além de Bolsonaro e Ramagem, também participaram do evento o governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL) e outros aliados do ex-presidente que disputam as eleições deste ano.
Inicialmente, o ato tinha como objetivo apoiar a pré-candidatura de Ramagem à prefeitura do Rio, mas virou um protesto contra a Polícia Federal que investiga o deputado, pela sua atuação no comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O parlamentar é suspeito de integrar um grupo que estaria usando a Abin para monitorar autoridades de forma ilegal.
Ramagem prestou depoimento nesta quarta-feira (17) PF sobre o inquérito. O ex-chefe da Abin foi ouvido por mais de seis horas. Ele negou que tenha dado ordem para o suposto esquema.
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