Política

Boulos acusa BB e Caixa de ‘preconceito financeiro’ em debate sobre crédito para motoristas

BNEWS / Arquivo
Guilherme Boulos acusou bancos de dificultar crédito a motoristas de aplicativos e taxistas, gerando tensão no governo  |   Bnews - Divulgação BNEWS / Arquivo
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 20/08/2026, às 23h36



Uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin foi marcada por um momento de tensão entre o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e os presidentes do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes. O motivo foi o desempenho abaixo do esperado do Move Brasil, programa de financiamento de veículos destinado a motoristas de aplicativos e taxistas.

Durante a discussão, Boulos teria acusado os bancos públicos de agirem com “preconceito financeiro” ao estabelecerem obstáculos para a concessão de crédito aos trabalhadores. Pessoas ligadas às instituições financeiras, porém, minimizaram o episódio e afirmaram que a conversa não teria passado de um diálogo entre os participantes da reunião.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O programa dispõe de R$ 30 bilhões, mas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou até agora apenas 11,3% desse montante. Integrantes do governo atribuem parte da dificuldade à baixa participação dos grandes bancos privados, que, na avaliação do Planalto, estariam superestimando os riscos de conceder empréstimos aos motoristas de aplicativos.

A cobrança, no entanto, também recai sobre Banco do Brasil e Caixa. Setores do governo defendem que as duas instituições assumam a dianteira para ampliar as operações e destravar o Move Brasil, considerado internamente uma iniciativa com potencial de repercussão eleitoral. Também participaram do encontro os ministros Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação; Miriam Belchior, da Casa Civil; e Dario Durigan, da Fazenda.

Diante do embate, Lula teria atuado para diminuir a tensão e determinado que a equipe econômica concentre os esforços para encontrar alternativas que estimulem a participação dos bancos e ampliem a concessão dos financiamentos. Procurados, Banco do Brasil, Caixa e Guilherme Boulos não se manifestaram sobre o episódio.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)