Política
por Anderson Ramos
Publicado em 28/05/2026, às 10h48
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, avalia que a proposta de escala 4x3 (quatro dias de trabalho por três de folga) apresentada por deputados do Partido Liberal (PL) tinha o único objetivo de atrapalhar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pede o fim da escala 6x1.
Em entrevista ao programa Giro Baiana da Rádio Baiana FM (89,3), nesta quinta-feira (28), Boulos criticou a estratégia adotada por membros do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ficou evidente que o que eles queriam com isso era tumultuar o debate. Eles não defendem nem a 5x2, quanto mais a 4x3. Bolsonaro não defende o trabalhador, a sua turma que fez reforma na previdência, a reforma trabalhista. Foi um negócio tão mal feito, tão escandaloso, que não colou com ninguém. Eles queriam colocar o governo numa segunda de bico, mas o fato é que tomaram uma derrota acachapante. O próprio partido deles ficou dividido. Alguns votaram contra o fim da 6x1, outros, apesar de serem contra, com medo eleitoral, votaram a favor”, disparou o ministro.
A sugestão da oposição de adotar um período de transição de uma década para a medida começar a valer, também foi alvo de críticas de Boulos.
“Eles trabalharam para atrasar o fim da escala 6x1. O PL chegou a propor uma emenda para demorar 10 anos para começar a valer. Muito engraçado isso, né? Na hora de aprovar privilégio, na hora de aprovar lei para o grande empresário, passa a valer no dia seguinte. Quando eles viram que iam perder, quando eles viram que o presidente Lula foi capaz de construir um acordo para acabar com a escala 6x1 esse ano, eles ficaram no desespero e como barata tonta. Como eles sabem que essa é uma pauta popular, eles não queriam, na véspera da eleição, ter esse desgaste”, avaliou Boulos.
A matéria foi apreciada em Plenário na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos. No primeiro, foram 472 votos a favor, 22 contra, 18 deputados ausentes e houve 1 obstrução. A votação em segundo turno manteve a aprovação com 461 votos a favor, 19 contra e com este resultado o projeto segue para o Senado Federal, onde também deve tramitar em comissões antes de chegar ao Plenário.
O texto prevê que a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a aprovação. A proposta também prevê que a carga horária chegará ao máximo de 40 horas em até um ano.
Classificação Indicativa: Livre
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top
Lançamento com desconto
Congresso Internacional