Política

Boulos acusa governadores de criar "consórcio antipatriótico" para atacar governo Lula: "Demagogia eleitoral"

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O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Boulos, se posiciona contra o consórcio de segurança anunciado por governadores de direita  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 31/10/2025, às 16h31 - Atualizado às 16h31



O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (31), para fazer duras críticas ao anúncio feito pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sobre a criação de um consórcio de estados voltado à segurança pública. 

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Em seu perfil no X (antigo Twitter), Boulos disse que os "governadores de extrema-direita” se reuniram “para atacar o governo federal" e defender o posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "que qualifica o narcotráfico como terrorismo". 

"Não é uma definição ingênua: é a base retórica que os EUA têm usado para justificar intervenção armada na América Latina. Chamaram esse encontro de 'consórcio da paz'. Na verdade é um consórcio antipatriótico, que pretende atiçar intervencionismo estrangeiro contra o Brasil. Se estivessem de fato preocupados com o combate ao crime organizado teriam dado apoio à PEC da Segurança Pública do governo Lula. Querem apenas usar a crise do Rio de Janeiro para fazer demagogia eleitoral. Lamentável!", escreveu o ministro. 

O “Consórcio da Paz”

A criação do consórcio foi anunciada por Cláudio Castro na última quinta-feira (30), após a operação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou na morte de 121 pessoas. 

O grupo foi batizado informalmente de “consórcio da paz” e reunirá inicialmente os governadores do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, todos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Durante o anúncio, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), revelou que o grupo pretende reunir os 26 estados e o Distrito Federal para atuar na área da Segurança Pública de  forma integrada em inteligência, logística e recursos. 

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