Política

Boulos reage a projeto que prevê escala 7x0 de trabalho: "Senado quer roubar o domingo dos trabalhadores"

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Atualmente, no Brasil, os trabalhadores são regidos pelo regime de 6 dias trabalhados e uma folga  |   Bnews - Divulgação Tânia Rêgo/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 29/06/2025, às 11h38



Em meio a discussões dentro do Congresso Nacional para modificar a jornada de trabalho dos brasileiros, o Senado está prestes a votar um projeto que retira o domingo como dia de folga. A normativa está prevista na Portaria MTE 671/2021 e também no artigo 67 da CLT. 

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, foi às redes sociais na sexta-feira (27) e fez um pronunciamento contra o PL que tramita no Senado. 

"O Senado quer roubar o domingo dos trabalhadores. E esse retrocesso histórico, que muda completamente as regras sobre o trabalho aos domingos e feriados, pode ser votado já na semana que vem. O que está em jogo é o fim do descanso semanal", escreveu o parlamentar. 

"Eles querem empurrar a escala 7x0. Não permitiremos e seguiremos na luta para derrubar de vez a 6x1", acrescentou.  Boulos disse ainda que as longas de jornadas de trabalho têm gerado uma doença chamada de Síndrome de Burnout, reconhecida pela OMS.

Fim da jornada 6x1

Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) de autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL) provocou uma extensa discussão sobre o regime de trabalho 6 x 1, que consiste em trabalhar seis dias e folgar um. A parlamentar deseja ver liquidado o atual sistema e propõe a ilegalidade desse modelo e a introdução de uma escala 4 x 3, ou seja, quatro dias trabalhados e três de descanso por semana.

A deputada anunciou que obteve as assinaturas necessárias para protocolar a PEC. E, se o texto da proposta for aprovado sem alterações, o Brasil será o primeiro país a reduzir a jornada de trabalho por meio de lei, de acordo com estudo feito pelo advogado Antonio Vasconcellos Júnior. Ele atua na prevenção de passivos trabalhistas e produziu um trabalho sobre como outros países têm reduzido suas jornadas.

No texto de seu projeto, Erika Hilton afirma que o fim da jornada de trabalho 6 x 1, com a adoção do modelo 4 x 3, “reflete um movimento global em direção a modelos de trabalho mais flexíveis aos trabalhadores, reconhecendo a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado de trabalho e às demandas por melhor qualidade de vida dos trabalhadores e de seus familiares”.

Importante destacar que a escala de trabalho 6 x 1 está em conformidade com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que estabelece a obrigatoriedade de 24 horas ininterruptas de descanso para os trabalhadores, preferencialmente aos domingos.

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