Política

Brasil sobe em ranking de liberdade de imprensa e supera EUA pela primeira vez na história

Reprodução / Freepik
O levantamento global de liberdade de imprensa foi realizado por uma ONG e foi divulgado nesta quinta-feira (30)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 30/04/2026, às 17h21



O Brasil subiu cinco posições no ranking mundial de imprensa e ultrapassou os Estados Unidos pela primeira vez na história, em ranking revelado pela Organização Não Governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteiras (RSF), nesta quinta-feira (30).

Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.

O país sul-americano está na 52ª colocação, enquanto os estadunidenses caíram para 54º lugar. De acordo com o g1, o ranking avalia a situação de 180 países ao redor do mundo e usa indicadores econômicos, legislativos, de segurança, políticos e sociais para medir a situação da liberdade de imprensa no planeta.

Em 2026, a ONG apontou que os países do mundo registraram o nível mais baixo de liberdade de imprensa em 25 anos. O RSF apontou que o Brasil tem apresentado um ambiente contrário aos dos vizinhos da América Latica, onde vários países vêm em uma espiral de violência e repressão.

Apesar de algumas recuperações nos últimos anos, como a do Brasil, a história recente da liberdade de imprensa no continente em geral é marcada por duas tendências: o aumento da violência cometida por agentes do crime organizado e a violência proveniente de forças políticas".

Em 2022, o Brasil estava na 58 posição e, no ano passado, a liberdade de imprensa brasileira ocupava a 63ª. Mas em 2021, o país atingiu o pior estágio da história: 111ª posição. O fator fez o Brasil entrar na zona vermelha. Em 2026, o Brasil segue classificado com em uma “situação sensível”

Quarta queda seguida dos que se acham ‘donos do mundo’

Em relação aos Estados Unidos, o país caiu 24 posições desde 2022. A quarta queda seguida, os EUA saíram de 42, para 57º em 2025 e, 64ª na atual posição. Os pontos apresentados para a queda do país norte-americano é sobre o uso da máquina pública do presidente Republicano, Donald Trump.

Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos".

Situação grave ao redor do mundo

O RSF aponta que mais da metade dos países está com a liberdade de imprensa em níveis classificados como “situação difícil” ou “muito grave”. O motivo para o veredito é a mudança nas políticas de segurança nacional que dificultam as coberturas do interesse público e corroem o direito à informação

O próprio jornalismo está morrendo, sufocado pela retórica política hostil aos repórteres, enfraquecido por uma economia midiática em dificuldades e pressionado pela instrumentalização de leis contra a imprensa", diz o relatório.
RSF
RSF

Confira os dois rankings sobre a liberdade de imprensa

20 melhores

  1. Noruega;
  2. Países Baixos;
  3. Estônia;
  4. Dinamarca;
  5. Suécia;
  6. Finlândia;
  7. Irlanda;
  8. Suíça;
  9. Luxemburgo;
  10. Portugal;
  11. Tchéquia;
  12. Islândia;
  13. Liechtenstein;
  14. Alemanha;
  15. Lituânia;
  16. Bélgica;
  17. Letônia;
  18. Reino Unido;
  19. Áustria;
  20. Canadá.

20 piores

  • Eritréia (180º);
  • Coreia do Norte (179º);
  • China (178º);
  • Irã (177º);
  • Arábia Saudita (176º);
  • Afeganistão (175º);
  • Vietnã (174º);
  • Turcomenistão (173º);
  • Rússia (172º);
  • Azerbaijão (171º);
  • Bahrein (170º);
  • Egito (169º);
  • Nicarágua (168º);
  • Djibuti (167º);
  • Birmânia (166º);
  • Belarus (165º);
  • Iêmen (164º);
  • Turquia (163º);
  • Iraque (162º);
  • Sudão (161º).

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)