Política

Brigadeiro dá depoimento contundente sobre trama golpista

Agência Brasil
Brigadeiro também revelou que o grupo chegou a debater a prisão do ministro Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil

Publicado em 22/05/2025, às 09h58   Rebeca Santos



O depoimento do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior ao Supremo Tribunal Federal, na última quarta-feira (21), é um dos mais contundentes até agora no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. 

Segundo informações do G1, em seu relato ao Supremo Tribunal Federal (STF), ele confirmou que o então presidente participou de reuniões em que se discutiu uma ruptura institucional.

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Baptista Júnior afirmou que Paulo Sérgio Nogueira, então ministro da Defesa, apresentou uma minuta golpista aos comandantes das Forças Armadas, e que Almir Garnier, chefe da Marinha, disponibilizou tropas para a articulação.

O brigadeiro também revelou que o grupo chegou a debater a prisão do ministro Alexandre de Moraes, à época presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Além disso, Baptista Júnior corroborou que o general Freire Gomes, comandante do Exército, ameaçou prender Bolsonaro caso o plano golpista avançasse. Segundo ele, a declaração foi feita com "tranquilidade e calma", mas foi clara: se a ilegalidade fosse concretizada, Freire Gomes prenderia o presidente da República.  

No entanto, em seu próprio depoimento nesta semana, Freire Gomes não confirmou essa fala. O general optou por moderar o tom, embora tenha admitido a realização das reuniões e a existência da minuta, que classificou como "estudo".  

Já o depoimento de Baptista Júnior foi mais direto e detalhado, expondo a estrutura da articulação golpista: os envolvidos, os métodos utilizados, as estratégias discutidas e até as pressões contra quem se opôs.

Ele relatou ter sofrido ataques públicos e pressões internas, e destacou que o plano só não avançou devido à falta de apoio unânime das Forças Armadas.

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