Política

Bruno Reis acusa governo da Bahia de “omissão” e faz alerta sobre violência: “Perderam a mão, perderam o controle”

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Bruno Reis afirma que a Prefeitura assume responsabilidades que deveriam ser do Estado na segurança pública  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNews
Cauan Borges e Yuri Pastori

por Cauan Borges e Yuri Pastori

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 30/07/2026, às 13h34 - Atualizado às 13h36



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu nesta quinta-feira (30) às críticas de que a pauta da segurança pública estaria sendo utilizada politicamente pela oposição e afirmou que os números registrados na Bahia exigem respostas concretas do poder público, durante o lançamento do programa Salvador +Segura.

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Ao ser questionado se o novo programa seria uma resposta ao uso da segurança como tema político pela oposição, Bruno Reis afirmou que a iniciativa foi motivada, principalmente, pelos dados apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública na semana passada.

O lançamento desse programa é, sem sombra de dúvida, uma resposta ao anuário da Segurança Brasileira, divulgado semana passada. Eu já vinha preparando o programa, estava acabando as compras, as aquisições, e diante dos números da semana passada que foram aqui apresentados, números, infelizmente, que nos entristecem”, afirmou.

Segundo o prefeito da capital baiana, o estado registrou, em 2025, números de mortes violentas superiores aos do Rio de Janeiro. Bruno Reis afirmou que foram cerca de 5.400 mortes no estado e citou ainda 69 crianças vítimas da violência.

Então, você vê, hoje nós tivemos, em 2025, 40% a mais de mortes violentas que o estado do Rio de Janeiro, que era considerado o estado mais violento do Brasil. A quantidade de pessoas que morreram, 5.400 pessoas em nosso estado. Às vezes é a população maior do que alguma cidade do interior da Bahia que praticamente desaparece. É como se uma cidade desaparecesse por ano. 69 crianças vítimas da bala, das brigas, das facções nos bairros”, declarou Bruno.

O gestor municipal também relacionou os índices de violência aos impactos para a economia de Salvador e afirmou que a situação prejudica os esforços da Prefeitura para atrair visitantes e investimentos com base no turismo.

Infelizmente, digo isso com tristeza, porque isso é muito ruim para a gente que mora aqui, que vive aqui, que não consegue ter paz, tranquilidade, mas também para tudo o que a gente vem fazendo em Salvador, para toda a nossa estratégia de desenvolvimento econômico, para a atração de visitantes e turistas à nossa cidade. Está lá Salvador, como a capital mais violenta do Brasil”, afirmou.

Durante a entrevista, Bruno Reis voltou a criticar a atuação do Governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), na área de segurança pública. O prefeito acusou a gestão estadual de não reconhecer a dimensão do problema e afirmou que a Prefeitura estaria no controle de responsabilidades que, segundo Bruno, seriam do Estado.

Então, são números que, infelizmente, entristecem, mas na ausência, na omissão do estado, na falta de políticas públicas. Porque o governo, ao invés de negar, o governo ao invés de acusar a oposição, que apenas reflete, retrata o que está acontecendo, quando se fala da questão da segurança pública, é diante de um fato concreto, de um absurdo que ocorreu”, disparou.

O prefeito ainda citou episódios recentes de violência registrados na Bahia, como a morte do trabalhador ‘Léo do Lanche’, no bairro de São Cristóvão, e afirmou que os debates sobre segurança não deveriam ser tratados apenas como uma disputa política.

Quando se fala da questão da segurança pública, é diante de um fato concreto, de um absurdo que ocorreu. Vocês viram aí semana passada quantos absurdos, um caso em São Cristóvão, um caso no sul da Bahia, de pessoas, homens e mulheres, sem qualquer envolvimento com o crime, que perderam as suas vidas. Um estado que gasta mais com propaganda do que com segurança, tem como dar certo? Não tem. Perderam a mão, perderam o controle. Infelizmente, é essa a realidade. E aí, a Prefeitura está pegando 30 milhões de reais de recursos próprios da Prefeitura, que eram para ser investidos na educação, na saúde e no transporte público, para poder fazer o papel da segurança, que infelizmente o Estado não faz”, finalizou.

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