Política

Bruno Reis “lava as mãos” após antigo Othon entrar na mira da Câmara de Salvador: “Quem criou a lei não fui eu”

Montagem BNews
Bruno Reis afirma que a prefeitura apenas licencia o empreendimento privado do Bahia Othon Palace, que está sob investigação.  |   Bnews - Divulgação Montagem BNews
Thiago Teixeira e Yuri Pastori

por Thiago Teixeira e Yuri Pastori

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 11/04/2025, às 11h02 - Atualizado às 11h32



“Meus amigos, ali é um empreendimento privado. É uma massa falida do Othon que foi adquirida pelo privado, a prefeitura apenas licencia qualquer empreendimento que preencha as formalidades legais e aí, independe do prefeito”. Essas foram as palavras do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre o antigo Bahia Othon Palace, no bairro de Ondina — que voltou a entrar na mira da Câmara de Salvador que pretende apurar o destino do espaço.

O Legislativo soteropolitano estuda abrir uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para analisar o novo projeto da Moura Dubeux — que adquiriu o empreendimento em 2023 por R$ 109 milhões — por supostas divergências da escritura inicial de compra e venda do imóvel, assinada por Antônio Carlos Peixoto Magalhães, em 1970, no período em que era prefeito da cidade.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Durante assinatura do contrato de concessão do Parque Urbano da Orla de Pituaçu, na manhã desta sexta-feira (11), o prefeito alegou estar de mãos atadas, após o imóvel ter sido leiloado pela prefeitura, ao citar que “para o direito público administrativo, o que não está permitido, está proibido”.

Agora o que está permitido pela lei, o particular [Moura Dubeux] preenchendo os requisitos, o prefeito não tem poder discricionário de pedir. [...] E quem criou a lei não eu, foi a própria Câmara. Agora é óbvio que um hotel está fechado. Como está o Pestana, como está o Sol Bahia Atlântico aqui. E hoje, se você perguntar, prefeito, quais são hoje, o que é que falta a Salvador para aumentar sua competitividade com outras cidades? Hoje faltam quartos de hotéis, ou seja, cômodos de hotéis, e faltam frequências aéreas. Esses são dois problemas que nós precisamos resolver”, disparou Bruno Reis.

Confira a entrevista completa:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)