Política

Bruno Reis sobre protesto bolsonarista no Congresso: “O país já não suporta mais esse clima de crise permanente”

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Bruno Reis descreve a situação política como a mais complicada que já vivenciou, pedindo pacificação e diálogo entre os partidos.  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS
Henrique Brinco e Adelia Felix

por Henrique Brinco e Adelia Felix

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Publicado em 08/08/2025, às 10h18 - Atualizado às 10h30



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), avaliou os protestos liderados por parlamentares bolsonaristas esta semana no Congresso Nacional, em Brasília.

Durante evento realizado nesta sexta-feira (8), na sede do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), o gestor foi questionado pelo BNEWS sobre a ocupação dos plenários da Câmara e do Senado por parlamentares da oposição. Eles reagiram à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impor prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Vimos cenas complicadas, lamentáveis. Foi uma semana em que o país praticamente parou”, afirmou Bruno. “Imagine quem quer investir, quem quer empreender ou tomar uma decisão importante para a própria vida. Já temos que conviver com uma das maiores cargas tributárias do mundo, com uma taxa Selic elevadíssima, e ainda assim ver um cenário de instabilidade como esse. [...] É a maior crise institucional da minha geração", acrescentou o prefeito

Bruno ainda classificou a atual conjuntura como a pior crise institucional que já testenunhou. “Espero que se tenha discernimento e bom senso para encontrar caminhos. Sem dúvida, essa é a maior crise institucional do país da minha geração”, avaliou.

O gestor soteropolitano também defendeu que o ambiente político busque pacificação. “A gente já vive há mais de 10 anos nesse clima de eleição permanente, de extremismo, de disputa. Desde a Lava Jato, em 2014, o país não tem um respiro. Ninguém suporta mais isso. É hora de diálogo, entendimento e convergência”, disse.

O que aconteceu em Brasília

Os protestos em Brasília ocorreram após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou prisão domiciliar para Bolsonaro no âmbito do inquérito que apura tentativa de golpe.

Em retaliação, deputados e senadores bolsonaristas promoveram uma série de ações dentro do Congresso: ocuparam as mesas diretoras das duas Casas, colaram esparadrapos na boca como forma de protesto simbólico e impediram o andamento de votações durante dois dias.

O grupo exigiu que fossem colocados em pauta textos que compõem o chamado "pacote da paz", que inclui a proposta de impeachment do próprio ministro Moraes, anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e o fim do foro privilegiado para parlamentares.

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