Política
Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), historiador e cientista político, Carlos Zacarias comentou a possibilidade do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que tenta a reeleição em Salvador, ser candidato ao governo do estado em 2026. Em entrevista a José Eduardo no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole desta quarta-feira (2), ele avaliou que o gestor tem luz própria e capacidade de superar seu antecessor e padrinho político, ACM Neto (União Brasil).
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"Bruno Reis é uma criação de ACM Neto e chegou para a política como vice de ACM Neto depois de uma breve trajetória. Era uma figura que, de pouca expressividade, parecia ser a continuidade de ACM Neto, mas hoje rouba a cena. É uma figura com muita expressão, muita popularidade e uma campanha boa. Tem o diálogo com a periferia muito bom. A gente vê no trânsito dele entre as pessoas mais pobres da periferia essa identidade e essa identificação", disse o pesquisador.
"É uma figura que não está mais na sombra de ACM Neto, ele tem condição e cacife de chegar em 2026 e disputar a indicação de seu partido, que é o mesmo de ACM Neto, para o governo do estado. A questão é saber se Bruno Reis vai confrontar seu criador, ACM Neto, com sua fidelidade e lealdade. Ele teve um revés importante a dois anos, quando perdeu a eleição para Jerônimo Rodrigues. Uma eleição que estava ganha, diga-se de passagem. Todos viram que estava ganha, mas no final se percebeu que Jerônimo cresceu e acabou ultrapassando", declarou.
Para Zacarias, o caminho de Bruno o dá crédito para disputar a eleição estadual em 2026. "Em Salvador, a figura mais popular que ACM Neto é Bruno Reis. Temos que levar dois aspectos em consideração: esse da lealdade e fidelidade; e o fato de que Bruno Reis, se for reeleito, tem mais quatro anos anos para ficar na prefeitura, pode sair com acordo de que, se ACM Neto for eleito, ele pode ser o próximo candidato", disse o historiador.
No entanto, Carlos Zacarias ponderou a força política do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Além do atual governador, Jerônimo Rodrigues, a legenda emplacou Jaques Wagner e Rui Costa em quatro mandatos consecutivos. Para o cientista político, a chegada de Bruno como possível candidato ao governo pode provocar um embate ainda maior com o PT.
"Há uma outra questão que é importante e não se pode perder de vista: Salvador não é a expressão dos 417 municípios da Bahia. O PT nunca ganhou a eleição em Salvador, entretanto ganhou cinco consecutivas no estado da Bahia. A liderança de Bruno Reis é uma liderança que é muito importante em Salvador e nas margens da cidade, com repercussões na Região Metropolitana. Mas ela se confronta no estado do estado com a liderança constituída pelo PT, de Jaques Wagner, Rui Costa e, agora, de Jerônimo Rodrigues", disse.
"É um confronto difícil. A figura de ACM Neto é uma figura que tem atrás de si um lastro familiar do próprio avô, ACM, e o tio, Luís Eduardo Magalhães, que tinham costuras políticas nos 417 municípios", finalizou.
"ACM Neto é uma liderança nacional do União Brasil. Ele precisaria admitir que Bruno Reis é uma figura mais popular e tem mais chance de disputar a eleição em 2026. ACM Neto teria que admitir isso. E não é uma coisa fácil. Ele teria que fechar os olhos para o seu lugar no plano nacional dentro do União Brasil e no restante do estado. Pode ser que dê certo, efetivamente, se Bruno Reis vier a ser candidato em 2026, pode ser mais popular e ter mais condições de disputar o governo do estado contra o PT como o União Brasil não consegue fazer", ressaltou.
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