Política
Publicado em 04/11/2026, às 12h13 Eduardo Costa e Matheus Simoni
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), se manifestou sobre a proposta que tramita na Câmara Municipal de Salvador (CMS) que pode desencadear um processo de impeachment dele em meio à acusação de que houve uma ação para evitar que ônibus circulassem no segundo turno das eleições, realizadas no dia 25 de outubro. A oposição no Legislativo soteropolitano protocolou um pedido de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a retenção dos veículos no pleito. A ação propõe investigar, além do prefeito, o secretário de Mobilidade Urbana, Pablo Souza, e concessionárias, baseando-se em dados do Procon-BA sobre retenção de frota que teria prejudicado eleitores.
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Nesta quarta-feira (4), durante apresentação da programação do Festival Virada Salvador, Bruno Reis destacou ser necessário "reestabelecer a verdade" sobre a discussão do caso na Câmara. "Primeiro, pra propor uma CEI tem que ter 14 assinaturas. Depois, o plenário tem que autorizar com dois terços. Eles nem reuniram condições de apresentar. Então essa CEI não foi apresentada. Precisa ser restabelecida a verdade em relação à CEI e a verdade o que aconteceu no domingo", declarou Bruno.
O prefeito de Salvador foi o segundo do Brasil a implantar transporte gratuito nas eleições antes mesmo da ADPF do Supremo, que só valeu pra eleição de 2024 e 2022, gente. Ofereceu no primeiro e no segundo turno. 24 no primeiro turno, 26 no primeiro turno, 20 dias antes teve uma operação de transporte público gratuito com os mesmos ônibus, mesmas frequências, mesmos intervalos, não teve problema nenhum", acresecentou.
Bruno ainda voltou a criticar a ação de militantes petistas no segundo turno. Ele repetiu a tese defendida pelo município na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura de quem foi a responsabilidade por retardar a saída dos ônibus nas garagens.
"Na Ouvidoria do Município só tiveram duas queixas em relação ao transporte público no primeiro turno. Chega no segundo turno tem problema, e já tá claro e evidente por que foi que houve o problema: militantes políticos atrasaram a saída dos ônibus, queriam colar adesivo nos ônibus, gerou impasse com as empresas. Quando a Prefeitura tomou conhecimento, foi pra lá, fez intervenção e liberou ônibus, mesmo sendo cometido crime eleitoral", descreveu.
Isso comprometeu a operação no início do dia, até 10h30, 11h da manhã o assunto foi normalizado. Vocês vão pro resultado da eleição: Salvador é a terceira menor abstenção do Brasil, menor do que a da Bahia, menor do que a média nacional, houve aumento do número de votantes. Vocês podem ter certeza que a Prefeitura não deu causa; pelo contrário, foi quem resolveu o problema", disse Bruno Reis.
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