Política
por Redação BNews com informações de Carolina Papa
Publicado em 02/02/2026, às 09h41 - Atualizado às 09h48
Na abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Randerson Leal (Podemos), que assume o papel de novo líder da oposição, endureceu o tom contra a prefeitura. Para o parlamentar, o principal símbolo do desequilíbrio na relação entre Executivo e Legislativo é a demora na entrega do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
Segundo ele, já se passaram quase dois anos sem que o projeto chegue à Câmara, o que, na avaliação da oposição, compromete o debate público sobre o futuro da cidade. “As pessoas precisam saber o que está sendo planejado para Salvador. A Câmara precisa abrir esse debate, com audiências públicas, para pensar a cidade pelos próximos oito anos”, afirmou.
O vereador também anunciou que a oposição pretende avançar sobre um tema sensível para a gestão municipal: o transporte público. Randerson voltou a criticar o subsídio de R$ 190 milhões aprovado pela Câmara para evitar o reajuste da tarifa de ônibus, medida que, segundo ele, perdeu o sentido quando o aumento foi aplicado logo no início do ano. “Foi uma surpresa desagradável para a população. A gente precisa abrir essa caixa-preta, conhecer os números e entender para onde esse dinheiro está indo”, disse, defendendo mais transparência por parte da prefeitura.
Outro ponto de tensão destacado pelo parlamentar é a distribuição das emendas impositivas. Randerson afirma que vereadores de oposição seguem sem acesso a recursos, enquanto a base governista é contemplada. Para ele, a prática fere o princípio da isonomia e enfraquece o papel do Legislativo nas comunidades. “Se vereadores de situação recebem emendas, os de oposição também precisam receber. Isso não é favor, é respeito institucional”, criticou.
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