Política
por Anderson Ramos
Publicado em 11/10/2026, às 19h41
O site "O que está em jogo" corre o risco de sair do ar. A ferramenta que lista serviços públicos de cada município do país e lista possíveis consequências para esses serviços no caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) entrou na mira da campanha do senador.
A campanha entrou com pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (11) pedindo que o site seja retirado do ar, sob a alegação de que a tese de paralisação dos serviços é falsa.
“O plano de governo registrado nesta Corte afirma o contrário com todas as letras: “vamos manter os programas sociais existentes […]. Quem depende hoje da ajuda do Estado para pôr comida na mesa não vai ter essa ajuda tirada. Ponto”, diz o documento da defesa do senador.
O PL também contesta o fato de o site ser anônimo. “Não se trata de um conteúdo ilícito hospedado num sítio lícito. O sítio inteiro é o ilícito: foi concebido, construído e expandido para levar a cada município do País uma afirmação falsa sobre o candidato, sob o anonimato que o art. 57-D da Lei nº 9.504/1997 veda.”
A campanha quer a indisponibilização integral do site e que o TSE questione servidores para descobrir quem está por trás da plataforma. A representação foi sorteada para a ministra Estela Aranha.
O site foi lançado pelo perfil @Xyksper, do X, que ganhou visibilidade durante o domingo eleitoral com uma contagem de votos no exterior. No “O que está em jogo”, o eleitor escolhe uma cidade e a ferramenta lista alguns dados (como número de farmácias populares, unidades do SUS, escolas e beneficiários do Bolsa Família) que podem ser impactados com a eleição de Flávio.
Na prática, a ferramenta explora a proposta da campanha de Flávio de alcançar um superávit primário de 1,5% já no primeiro ano de governo e relaciona isso a possíveis consequências para o cidadão, lembrando serviços que dependem de investimentos públicos.
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