Política

Campanha ‘pró-Janja’ convocada pelo PT 'flopa' nas redes sociais e primeira-dama segue sendo criticada

Antônio Cruz / Agência Brasil
A primeira-dama Janja se posiciona sobre segurança digital, mas enfrenta reações negativas nas redes sociais e na política.  |   Bnews - Divulgação Antônio Cruz / Agência Brasil
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 24/05/2025, às 13h15



A campanha convocada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas redes sociais em defesa da primeira-dama, Rosângela da Silva — a Janja —, tem sido alvo de críticas desde que veio à tona a informação de que ela teria criticado o algoritmo do TikTok no jantar com o presidente da China, Xi Jinping, alegando que está favorecendo influenciadores de extrema-direita.

“A primeira-dama Janja tem se posicionado com firmeza por um ambiente digital mais seguro, especialmente para mulheres, crianças e adolescentes, as maiores vítimas dos crimes virtuais”, afirma a peça de divulgação, que tentou levantar a tag #EstouComJanja.

Apesar do esforço, o assunto passou longe dos trending topics do X (antigo Twitter) — lista que aponta os termos que mais ganham relevância a cada hora. Fatos políticos como o depoimento do ex-ministro Aldo Rebelo no inquérito dos atos de 8 de Janeiro e a retirada do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em alteração à cobrança do IOF tiveram mais repercussão.

Já na postagem do Instagram, foram menos de 100 publicações. Enquanto isso, perfis de direita seguem explorando o assunto. O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS), apenas trecho de entrevista de Janja para o jornal Folha de S. Paulo para dizer que a primeira-dama defende "o modelo chinês de prisão por opinião".

Janja declarou na mesma entrevista que considera o vazamento de informação sobre o encontro a portas fechadas com o presidente da China um ato de machismo. Em entrevista a jornalistas após a repercussão da conversa, Lula afirmou que foi ele que tomou a iniciativa de abordar o tema e Janja “pediu a palavra” para mencionar os abusos cometidos na rede.

Fui eu que fiz a pergunta. Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele para a gente discutir a questão digital, e principalmente o TikTok. E aí a Janja pediu uma palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças”, afirmou.

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