Política
por Anderson Ramos
Publicado em 05/11/2026, às 09h48
O cantor Manno Góes fez uma publicação nas redes sociais em defesa da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Compositor de hits do axé como “Milla”, conhecido na voz do saudoso Netinho, Góes questionou um manifesto enviado ao presidente Lula (PT) assinado por mais de 400 artistas que pede mudanças nas diretrizes do Minc.
Na postagem, o cantor reclamou do silêncio de artistas que não defenderam Margareth. Ele atribui a insatisfação dos colegas a uma cobrança por regulação mais forte dos streamings.
Enviado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional, o PL do Streaming foi aprovado pela Câmara dos Deputados e atualmente tramita no Senado. A proposta prevê o pagamento da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) pelas empresas de streaming no Brasil. A medida atinge plataformas de vídeo sob demanda (como Netflix), TV por aplicativos (como Claro TV+) e compartilhamento de vídeo (como YouTube).
“O MinC negocia com o Congresso que existe, não com o que gostaríamos de ter. Isso não parece óbvio? Um acordo aquém do ideal, que avance na contribuição das plataformas e na proteção da produção brasileira, é melhor que nenhum acordo, pelo menos por enquanto!”, escreveu.
Procurem saber como foram as negociações iniciais do meio musical com as plataformas de streaming. Também foi assim. Aos pouquinhos, mas sempre melhorando. Pressionando como era possível. Acha que mudando ministério vai mudar mesmo? Acham mesmo que Margareth - logo Maga, aquela mulher foda do “eu falei faraó” , preta, baiana, forte e corajosa - iria ficar do lado da Netflix, e não dos artistas???? Que maluquice é essa?”, perguntou.
O PL do Streaming prevê que as empresas do setor deverão pagar alíquotas que variam de 0,1% a 4%, conforme o faturamento anual. O provedor de conteúdo submetido à última faixa de tributação (4%) deverá ofertar metade dessa cota com conteúdo brasileiro independente, exceto se for controlado, coligado, filial ou dependente de pessoa jurídica estrangeira.
Estão isentas as plataformas pequenas, com receita anual de até R$ 4,8 milhões (teto para empresa de pequeno porte no Simples Nacional) ou menos de 200 mil usuários.
As especulações em torno da possível saída de Margareth Menezes do comando do MinC tiveram início logo após a reeleição do presidente Lula (PT). Entre os nomes cotados para assumir a pasta está o ator baiano Wagner Moura.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o artista aparece nas conversas de bastidores ao lado do cantor paraibano Chico César e da atriz e deputada federal eleita Maria Marighella (PT-BA).
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