Política

"Capeta, sapatão, não ganha mais que R$ 1.000": Vereador do PL humilha e ameaça porteira de prédio

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O vereador ofende a porteira chamando-a de “cabelo de fogo, do capeta, sapatão” e dizendo que ela “não ganha mais que R$ 1.000”  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 19/11/2025, às 07h01



Uma câmera de segurança flagrou o vereador de Campinas (SP) Otto Alejandro (PL) xingando e ameaçando a porteira do condomínio onde mora a namorada dele, Luiane Mesquita de Carvalho.

DIVULGAÇÃO/CMC
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Segundo informações da Folha de São Paulo, o vídeo é de abril deste ano. Nas imagens, Otto chega ao prédio segurando uma garrafa de cerveja, acompanhado de um homem que ele chama de “doutor”.

A briga começa logo na portaria, e a funcionária aparece claramente assustada. 

Em um dos momentos, o vereador ofende a porteira chamando-a de “cabelo de fogo, do capeta, sapatão” e dizendo que ela “não ganha mais que R$ 1.000”.

“A hora que você pisar para fora, nós vamos conversar”, diz o vereador.

A assessoria do vereador informou que o caso foi “um fato de ordem financeira” e que Otto “teria sido diversas vezes ofendido e respondeu à altura”.

A equipe também alegou que o vídeo está “editado” e mostra apenas as falas do vereador. Porém, a gravação completa registra tanto a chegada quanto a saída dele.

Quando perguntaram qual parte foi cortada, a assessoria não respondeu.

Na semana passada, a coluna de Mônica Bergamo revelou que Luiane fez boletim de ocorrência contra Otto por violência doméstica, ameaça, injúria e dano.

Ela contou que o vereador a agrediu, quebrou coisas no apartamento dela e a ameaçou de morte, chamando-a de “puta”, “vadia” e “ingrata”.

Na última segunda-feira (17), a Câmara de Campinas tentou votar a abertura de um processo de cassação do mandato do vereador..

A votação não foi adiante porque faltou quórum, após uma manobra do PL, partido de Otto. A decisão sobre o pedido de cassação ficou para quarta-feira (19), quando os vereadores vão decidir se o caso vai ou não para a Comissão de Ética.

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