Política

Carla Zambelli pode receber nova sentença após condenação pelo STF

Agência Brasil
Caso será retomado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do dia 15 de agosto.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 01/08/2025, às 19h34



O julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal será retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Suspenso desde março, o caso foi devolvido à Corte após um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. 

O julgamento havia computado maioria de votos favorávis pela condenação de Carla Zambelli mesmo com a suspensão. O relator, Gilmar Mendes, havia votado pela condenação da deputada, sendo o voto seguido pelos magistrados: Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin. 

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O caso será retomado no plenário virtual do Supremo a partir do dia 15 de agosto.

Relembre o caso

Durante as eleições de 2022, Carla Zambelli perseguiu, com arma em punho, um homem em São Paulo. Para a Justiça, a deputada alegou que tinha autorização para o porte de arma. 

Para o ministro Gilmar Mendes, "o porte de arma de fogo para defesa pessoal não se presta a autorizar que a portadora persiga outras pessoas em via pública com sua arma de fogo, ainda que supostos criminosos, em situações nas quais sua integridade física ou a de terceiros não está em risco".

"O contexto fático em que a deputada federal persegue em via pública, com arma de fogo, indivíduo desarmado de corrente partidária adversa, na véspera das eleições, após troca de insultos recíprocos, reveste-se de elevado grau de reprovabilidade", destacou. 

Nova condenação?

Carla Zambelli pode computar a segunda condenação criminal pelo STF. No primeiro semestre de 2025, a bolsonarista foi sentenciada a dez anos de prisão e perda do mandato por envolvimento em uma invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

A parlamentar foi presa na terça-feira (29) na cidade de Roma, na Itália, após ficar dois meses foragida da Justiça brasileira. 

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