Política
por Henrique Brinco
Publicado em 23/05/2025, às 16h36 - Atualizado às 16h38
O presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, reagiu após a ocupação de sindicalistas do Centro de Cultura da Casa nesta quinta-feira (22). Na ocasião, militantes agrediram vereadores e tumultaram a votação do reajuste dos servidores. O edil comparou o ato com os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
"Tratou-se de um ato bárbaro, com destruição do patrimônio público. Você pode ter certeza que me senti no 8 de Janeiro, quando, em 2023, um grupo de manifestantes invadiu o Congresso Nacional e depredou o Parlamento", declarou, em nota.
Para o presidente, "essas agressões não são feitas por verdadeiros sindicalistas, são feitas por baderneiros".
"Então, para mim, é um ato que vem de pessoas que não sentam numa mesa de negociação como determina os próprios sindicatos, como determina a lei, para que as reivindicações deles sejam atendidas", pontuou o vereador.
"Muitas vezes, aquelas pessoas tem reivindicações que não serão atendidas e na realidade tem que ser respeitado. E é isso que nós estamos entendendo desse ato, mas pode ter certeza que todos os ritos aqui na Câmara Municipal foram cumpridos", emendou.
Carlos Muniz também pediu ‘bom senso’ por parte da bancada de oposição: "Alguns vereadores queriam que fosse adiada a votação para segunda-feira (26), mas a maioria absoluta pediu que a votação fosse feita hoje (22) e assim foi feito. Projeto votado, encerrado, após isso será sancionado pelo prefeito. Agora é pedir o bom senso da bancada de oposição para que haja uma construção de um consenso".
O presidente da Casa ainda colocou a Câmara Municipal à disposição para intermediar o diálogo entre os trabalhadores e a Prefeitura de Salvador. "Ajudarei no que for necessário, desde que não volte a ter agressões e destruição do patrimônio público", finalizou.
A votação acabou acontecendo a portas fechadas. Os sindicalistas não concordam com os reajustes propostos: 9,25% para o Nível 1 / Referência A; 6,65% para o Nível 1 / Referência B; 6,27%, a partir do Nível 1 / Referência C; e 6,27%, para o quadro suplementar do Magistério Público. O reajuste proposto pela prefeitura para os demais cargos da estrutura da administração municipal é de 4,83%.
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