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Carlos Muniz detona cobrança de taxa no Aeroporto de Salvador: "Ato abusivo"

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Muniz destaca a necessidade de um estudo mais aprofundado sobre a cobrança de taxas em áreas públicas, como as do aeroporto.  |   Bnews - Divulgação Bnews
Claudia Cardozo e Daniel Serrano

por Claudia Cardozo e Daniel Serrano

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 28/04/2026, às 18h20 - Atualizado às 18h20



O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), comentou nesta terça-feira (28) sobre a expectativa para a votação do Projeto de Lei n⁰ 108/2026, apresentado por ele, que visa proibir a cobrança de uma taxa para que parar embarque e desembarque em Salvador. 

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Caso seja aprovada, a medida contempla áreas de embarque e desembarque de terminais de transportes aéreos, terminais de transportes rodoviários, estações de metrô e ferroviárias. 

O texto é uma resposta a implantação do sistema Kiss & Fly no Aeroporto Internacional de Salvador. A ideia é cobrar R$ 18,00 para quem exceder 10 minutos na área de embarque e desembarque. 

Em entrevista durante a sessão desta terça-feira (28), Muniz disse que a expectativa é que a proposta seja votada na sessão do dia 6 de maio, desde que seja avaliada pelas comissões da CMS, como ocorre com os demais projetos. 

"Se foi pautado, pode ter certeza que dia 6 será votado, como serão votados todos os projetos dos vereadores que tiverem passado pela CCJ, Comissão de Orçamento e Finanças e espero que seja aprovado", disse o presidente da CMS. 

"Aqui, nós não garantimos aprovação de projeto, qualquer que seja ele, nós garantimos que irá para o plenário e, se a maioria dos vereadores entenderem que esse projeto deve ser aprovado, nós aprovamos. De quem quer que seja, vereador de oposição, vereador de situação, os vereadores independentes", acrescentou. 

Muniz ainda criticou a direção do Aeroporto de Salvador pela decisão de dar gratuidade por apenas 10 minutos. 

"É algo que, como você vem falando aí, é um projeto que muitos estão falando pelo ato abusivo que está sendo cometido pela direção do aeroporto. Você não tem condições em momento nenhum, em 10 minutos você chegar deixar um passageiro ali e você retornar sem você pagar ao pagar como se ele cobrasse estacionamento. Imagine vou dar um exemplo a você de um cadeirante.  Vai ser muito mais do que 10 minutos", disparou. 

"É algo que tem que ser estudado primeiro naquela área dali. Se for uma área pública, eles não podem fazer isso. É algo que também nós temos que ver. Se for uma área pública que quem pode fazer isso é a prefeitura municipal e não está fazendo. Então, se a prefeitura não está fazendo, a direção do aeroporto também, de maneira nenhuma, poderá fazer. É o nosso entendimento e eu entendo que tem que ser algo bem mais estudado para que isso algum dia venha a acontecer", concluiu.

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