Política

Cármen Lúcia surpreende e corrige gafe de advogado durante julgamento de Bolsonaro

Rosinei Coutinho/STF
Ministra do STF destaca que a segurança das urnas é responsabilidade do Judiciário, não da Abin, em embate com defensor.  |   Bnews - Divulgação Rosinei Coutinho/STF
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2025, às 16h35



A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corrigiu o advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto, defensor do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), durante o julgamento no STF das denúncias contra Jair Bolsonaro e aliados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.

O embate ocorreu após o advogado afirmar que era papel da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “apurar a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas”.  Assim que o defensor concluiu sua sustentação oral, Cármen Lúcia pediu a palavra e o confrontou: 

"Vossa Excelência disse que é dever da Abin apurar a segurança e fiscalização das urnas no processo eleitoral. Essa frase que eu anotei aqui é a frase de Vossa Excelência?", questionou a magistrada. 

O advogado respondeu que essa atribuição estaria relacionada às funções da Abin, justificando que a segurança do processo eleitoral é um tema de soberania do Estado. A ministra, no entanto, rebateu: "Vossa Excelência citou urnas, e urnas são de outro Poder", em referência ao Judiciário. O advogado então se desculpou e deixou a tribuna da Primeira Turma do STF.

Ramagem, que chefiou a Abin no governo Bolsonaro, é acusado de coordenar uma “Abin paralela” para monitorar adversários políticos e alimentar a estratégia do então presidente contra o sistema eleitoral.

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