Política
Casarões localizados no Centro Histórico de Salvador serão revitalizados e terão um novo destino. 23 imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural Nacional (Iphan) e reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial, serão destinados para habitações de interesse social e residência universitária.
Na semana passada, o Governo do Estado, por meio da Conder, publicou no Diário Oficial a licitação para contratação de empresa especializada para elaboração de projetos básicos e executivos para o restauro dos imóveis. A ação integra mais uma iniciativa da parceria Bahia-Brasil e contará com recursos do Novo PAC, na ordem de R$ 1 milhão.
“O trabalho do governador Jerônimo Rodrigues, em parceria com o presidente Lula e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, tem garantido investimentos fundamentais para preservar nossa memória e, ao mesmo tempo, gerar inclusão social e oportunidades. Este é o reflexo de um esforço conjunto, que fortalece a identidade baiana e brasileira,” afirmou José Trindade, presidente da Conder.
Além de promover soluções de moradia para a população de baixa renda, o projeto prevê ainda estudos de patologias e o diagnóstico detalhado das condições estruturais, com especial atenção às fachadas históricas, assegurando o respeito às diretrizes de preservação do patrimônio. A empresa vencedora do certame terá prazo de 120 dias, a partir da ordem de serviço, para entregar os projetos.
Recuperação
Outra frente de preservação do patrimônio histórico da capital baiana está em andamento com a publicação de licitação para obras de restauração do telhado do Museu de Arte Sacra e da Igreja de Santa Teresa D’Ávila, em Salvador. Considerado um dos mais importantes acervos do país, o complexo foi fechado preventivamente após a Ufba identificar riscos estruturais.
Com investimento de cerca de R$ 3 milhões, fruto de emenda parlamentar da deputada Lídice da Mata, a obra vai recuperar as áreas comprometidas e garantir a segurança da edificação e do acervo.
O museu possui 5.250 m² de área construída em um terreno de 8 mil m², que abriga a Igreja de Santa Teresa D’Ávila, tombada como patrimônio histórico. O prazo de execução da obra é de até oito meses após a assinatura da ordem de serviço.
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