Política
As negociações para socorrer o Banco de Brasília (BRB) começaram oficialmente nesta terça-feira (26), envolvendo o governo federal, o Distrito Federal e a instituição financeira, sob supervisão do ministro do STF, Luiz Fux. Segundo ata divulgada após a reunião, está em discussão um plano para restabelecer a liquidez do banco, com aporte de capital do DF, empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e garantias baseadas em recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), “sem que haja aval da União”. As informações são de "O Brasilianista".
A medida contraria declarações recentes do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que havia afirmado no programa Roda Viva, da TV Cultura, que o governo federal não usaria dinheiro público para cobrir prejuízos do BRB, exceto em caso de risco sistêmico. “Eu não posso pegar dinheiro público para cobrir um rombo”, disse o ministro, que também defendeu mudanças nas regras do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) para permitir seu uso como garantia em empréstimos.
Segundo a Polícia Federal, o rombo causado pela relação entre o Banco Master e o BRB pode chegar a quase R$ 30 bilhões, após a descoberta de R$ 12 bilhões em ativos problemáticos. A investigação aponta que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, teria favorecido operações do banco de Daniel Vorcaro em troca de imóveis milionários. Mensagens obtidas pela PF mostram Costa tratando sobre a “necessidade de caixa” do Master, enquanto o ex-dirigente teria recebido R$ 74 milhões em imóveis de um total de R$ 146 milhões prometidos pelo empresário.
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