Política

Caso Master: Escritório de advocacia de Ibaneis vendeu direitos de R$ 38 milhões à Reag

Renato Alves/Agência Brasília
PF aponta que a Reag fazia parte de um esquema que dificultava a rastreabilidade de transações financeiras  |   Bnews - Divulgação Renato Alves/Agência Brasília
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 10/03/2026, às 09h17



O escritório de advocacia do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fechou, em maio de 2024, um contrato de R$ 38 milhões de venda de honorários de precatórios a um fundo ligado à Reag, que hoje se chama Pedra Azul. No mesmo período, o BRB já vinha adquirindo carteiras do Banco Master.

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Segundo o jornal O Globo, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apontam que a Reag integra a teia de fundos por onde o dinheiro captado em transações irregulares pela instituição de Daniel Vorcaro era distribuído, o que dificultava a rastreabilidade e o destinatário final dos valores.

Ainda segundo a publicação, o diretor do fundo que fechou o contrato com o escritório de Ibaneis é o mesmo representante do grupo que participou e votou em assembleias de acionistas do BRB como representante do Borneo.

O fundo Borneo é investigado pela PF por ter sido usado em uma operação do Master e da Reag para comprar 25% do controle do BRB abaixo do preço do mercado, enquanto negociavam carteiras fraudulentas do Master.

De acordo com as investigações, o Borneo havia alcançado em junho participação de 4,5% do capital total do BRB e mais de 12% das ações preferenciais. A Justiça bloqueou as ações.

A dívida total do Pedra Azul era de R$ 381,2 milhões. Não há registro de que o fundo já tenha recebido os honorários. A Reag foi liquidada pelo Banco Central em janeiro, dois meses após a liquidação do banco de Vorcaro pela instituição.

Em nota, a defesa de Ibaneis Rocha afirmou que ele está afastado do escritório desde 2018 e “não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento”. Além disso, os seis advogados que assinaram o comunicado disseram que ele “nunca participou de quaisquer negociações” com Paulo Henrique Costa, afastado da presidência do banco pela Justiça em novembro,ou com a Reag.

A Reag foi procurada, mas não se manifestou. O BRB ainda não retornou o contato da reportagem de O Globo. O espaço segue aberto.

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