Política

CEO da Quaest aponta segurança pública como maior preocupação dos eleitores e destaca desafio do PT em Salvador

Felipe Nunes - Reprodução/Redes Sociais
Feline Nunes afirmou que eleitores associam violência à falta de oportunidades e ressaltou diferenças entre o comportamento político da população do interior e dos grandes centros da Bahia  |   Bnews - Divulgação Felipe Nunes - Reprodução/Redes Sociais
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 28/08/2026, às 11h46



O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, afirmou que, segundo a série histórica da Quaest, a segurança pública ocupa o topo das maiores preocupações do eleitorado brasileiro desde janeiro de 2025.

Durante participação em uma série do Jornal da Globo, o especialista detalhou as conexões feitas pela população entre criminalidade, programas sociais e as dinâmicas políticas que dividem a capital e o interior baiano.

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Enquanto passava por Salvador e Camaçari, Felipe disse que a população não enxerga a violência de forma isolada, mas sim atrelada à falta de oportunidades estruturais. Para o analista, os relatos populares mostram como o cidadão conecta as carências sociais às soluções que espera do poder público.

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Ao avaliar a presença de benefícios sociais na vida das famílias, o CEO da Quaest afirmou que as políticas de transferência de renda desempenham um papel relevante de amparo, mas não esgotam as expectativas do eleitorado, que busca independência por meio da renda própria.

“As pessoas gostam de valorizar o trabalho, o esforço, não só delas, mas da família como um todo. Então, é aquele programa que ajuda, mas que talvez não resolva tudo", declarou Felipe Nunes.

No campo eleitoral, ele chamou atenção para a diferença entre o interior e as grandes cidades. Embora o Partido dos Trabalhadores (PT) governe o estado há duas décadas e mantenha votações expressivas, superando os 70% dos votos nas últimas disputas presidenciais na Bahia, o desempenho não se repete da mesma forma nos centros urbanos. 

O especialista pontuou que, em sete das nove capitais do Nordeste, as prefeituras são comandadas por legendas que não pertencem ao PT ou a seus aliados diretos, cenário refletido em Salvador, que nunca foi administrada pela legenda.

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