Política

'A cidade só descobre os projetos quando estão prontos', diz Silvio Humberto sobre leilões de áreas verdes em Salvador

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Vereador Silvio Humberto critica obras nas áreas verdes  |   Bnews - Divulgação Bnews
Bruna Rocha e Yuri Pastori

por Bruna Rocha e Yuri Pastori

redacao@bnews.com.br

Publicado em 29/04/2025, às 13h00 - Atualizado às 17h28



Durante evento que marcou a assinatura da ordem de serviço que autoriza o início da reforma da antiga Estação da Calçada e as novas intervenções que fazem parte das obras do VLT, em Salvador, o vereador Silvio Humberto (PSB) criticou a postura da gestão municipal, destacando uma “falta de transparência nos projetos da Prefeitura”.

“Esses projetos executivos deveriam, no mínimo, ser compartilhados com a Câmara, para que possamos entender o que está realmente acontecendo e esclarecer as dúvidas necessárias”, afirmou o parlamentar em entrevista ao BNews.

Silvio também mencionou o histórico da construção do Oceanário. “Você se lembra que o Oceanário começou sendo anunciado para o hospital ou o antigo Clube Português, e agora foi transferido para cá. Quer dizer, pelo menos estão afirmando que vai acontecer, mas ainda não temos certeza. Acredito que o que caracteriza e tem gerado muitos problemas é essa falta de transparência”, pontuou.

O vereador ressaltou que a transparência é um pilar essencial em um governo democrático, sobretudo no diálogo com a sociedade civil. “É preciso conviver com a sociedade civil, onde deve haver uma opção, e não oposição à cidade. Nós desejamos o melhor para Salvador”, afirmou.

Outro ponto levantado por Silvio foi o impacto urbanístico e ambiental das intervenções.

“Estamos falando de conforto térmico e qualidade de vida, e não será com um modelo de ‘selva de pedra’ que resolveremos isso — já passou da hora de mudar. O debate de hoje é importante, especialmente com a manifestação em Pituaçu, porque a sociedade está se mobilizando. Seria ideal que fosse um jogo ganha-ganha para a cidade, mas não pode haver uma visão onde o projeto executivo não é compartilhado e as pessoas só ficam sabendo depois que tudo está pronto. Em uma gestão democrática, é fundamental ouvir e dialogar com as pessoas, permitindo ajustes ao longo do processo”, concluiu.

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