Política
O cientista político e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Cláudio André, apontou alguns erros da pré-campanha do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).
Em uma análise publicada nas redes sociais, o especialista diz que Neto não organizou a oposição depois da derrota na eleição passada e novamente não priorizou uma inserção maior no interior do estado, onde ele ainda enfrenta obstáculos para se firmar como um candidato competitivo.
Ele perdeu a eleição de 2022 e jogou para cima a tarefa de organizar a oposição. Deixou de lado a chance de imergir pelo interior, qualificar seu discurso e legitimar sua inserção nos territórios. Três anos depois, a percepção segue a mesma: Neto é uma liderança cria de Salvador, com três mandatos de deputado federal e uma prefeitura que não se converteram em densidade política pelo interior baiano”, analisou.
Cláudio André ainda avalia que até o momento, o ex-prefeito de Salvador não apresentou nenhuma proposta que possa fazer a diferença na disputa eleitoral, o que, na opinião dele, passa a impressão de que a campanha passa por um “deserto de ideias”.
“Nos últimos seis meses, intensificou críticas frontais a Jerônimo Rodrigues. Mas foram nulos os diálogos em torno de propostas. Qual a proposta concreta para a fila da regulação? Quais as ações para a segurança pública? Qual o modelo de governo para o interior? Repetiu o timing de 2022: jingle de lacração diante de um deserto de ideias”, afirmou.
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