Política
2 de Julho. Festa do povo sem povo
Os guerreiros da liberdade devem ter se revirado no túmulo no 2 de Julho. A data cívica, que marca a luta pela independência do Brasil na Bahia, deixou de ser uma festa do povo, de reconhecimento da história, para virar um grande palanque ambulante eleitoral, tão somente, em que pese o esforço e o trabalho bem feito da Fundação Gregório de Matos.
Adendo feito. Continuemos. As estreitas ruas da Lapinha, Soledade e Centro Histórico foram invadidas por ‘exércitos’ de políticos dos vários espectros políticos.
O bloco ligado ao prefeito Bruno Reis, que tentará a reeleição, estava devidamente fardado de camisas azuis. A claque de Geraldo Júnior, pré-candidato a prefeito pelo MDB, de camisetas brancas.
Outros blocos foram vistos. Pessoas de amarelo, vermelho, roxo, verde, rosa…muitos, inclusive, devidamente pagos para estarem lá. Não raro, encontrei vans que desembarcavam os militantes nada orgânicos.
Militância nada orgânica
Eles desciam dos veículos com pirulitos e cartazes em punho. Neles, o nome dos pré-candidatos a vereador que os pagaram para gritar seus nomes. Viva a espontaneidade. Só que não.
Até quem dizia estar ali pela história, se espremia contra os gradis para ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os poucos populares que deixaram suas casas na manhã da terça-feira imbuído de uma satisfação patriótica viram seu espaço ser diminuído com a horda atrás das caminhonetes que carregavam Lula e sua turma, incluindo ministros de Estado.
Há quem se arvore em dizer que o termômetro eleitoral pendeu para um lado ou outro. Tudo balela. Não dá para medir temperatura quando o espaço está todo loteado…alugado.
Dilma Rousseff tem razão
As horas que passei nas ruas da Lapinha e Soledade me fizeram lembrar uma frase célebre da ex-presidente Dilma Rousseff. “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. E o povo perdeu nesse 2 de Julho.
Último carlista no TCM, Francisco Neto sonha em continuar presidindo a Corte de Contas
O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Francisco Neto, tentará a reeleição. A interlocutores, o último carlista da Corte de Contas tem dado como certa a sua recondução. No entanto, há quem diga que esse intento não se concretizará.
Detentor da maior parte dos cargos comissionados, Francisco Neto é o terror dos conselheiros ligados ao PT - Aline Peixoto, Nelson Pelegrino, Ronaldo Santana e Paulo Rangel - que batalham, sem sucesso, por espaços nas diversas áreas da instituição.
Informações chegadas a esta coluna dão conta de que apenas os conselheiros Mário Negromonte e Plínio Carneiro, este ligado ao senador Otto Alencar, foram aquinhoados com alguns cargos.
Sonho pode virar pesadelo
Reza a lenda que o quarteto petista está uma arara com Francisco e dará o troco daqui a aproximadamente seis meses, quando acontece a eleição.
Se depender deles - e vai depender mesmo -, Francisco não será reconduzido à presidência do TCM. Ouvi de um deles: “Mesmo que ele agora tente redistribuir os cargos não terá meu apoio”. A conferir.
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