Política
Depois de 'passar a perna' em Elmar Nascimento, Arthur Lira ainda receberá título de cidadão baiano?
O que será feito do projeto de resolução aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia que concede ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o título de Cidadão Baiano?
A matéria é de autoria do deputado Marcinho Oliveira (União Brasil), que, juntamente com Elmar Nascimento, recepcionou o alagoano com pompa e circunstâncias em terras baianas em alguns momentos.
Sem o menor pudor, Lira passou Elmar para trás ao apoiar a candidatura de Hugo Mota (Republicanos - PB) para presidir a Casa. Elmar já havia costurado a sua candidatura há um ano. Com Lira chegou a fazer périplo por alguns estados em busca de votos ao tentar fortalecer vínculos com os colegas de plenário, os seus - até aquele momento - eleitores.
Ontem, durante conversa com a imprensa, Elmar disse a frase mais impactante e que resume a sua relação com Lira daqui para frente: “perdi meu melhor amigo”.
Com essa declaração, será que Marcinho vai manter o título de cidadão a Lira ou vai usar de manobra regimental para “rasgar” ou engavetar o projeto para ‘todo sempre’?
Pablo Roberto quer visibilidade
Daqui a oito anos, o deputado estadual Pablo Roberto (PSDB) quer ser o nome de consenso do grupo para disputar a prefeitura de Feira de Santana. Vice-prefeito eleito, ele ainda não sabe se renuncia ao cargo no Legislativo estadual e assume a parte que lhe cabe no Executivo.
Tudo vai depender do resultado de uma pesquisa, contratada por ele, em que os feirenses vão dizer qual deve ser a escolha do tucano. Uma coisa é certa, caso opte por tomar posse como vice, ele vai querer comandar alguma secretaria. No entanto, não é qualquer pasta. Ele tem dito a interlocutores que não pretende voltar à titularidade de pastas em que já atuou com Agricultura e Prevenção à Violência. Com planos para daqui a oito anos, o tucano quer uma secretaria que lhe dê visibilidade.
Emerson Penalva saiu fortalecido das urnas
O deputado estadual Emerson Penalva (PDT) saiu forte das eleições de Salvador. Dois dos candidatos que ele abençoou - Omar Gordilho (PDT) e Kel Torres (Republicanos) - se elegeram com votação expressiva, 18.304 mil e 13.338 mil, respectivamente. Fabio Souza (PRD), cuja reeleição era tida como difícil, também conseguiu manter-se vereador com 7.828 votos.
Para além de candidatos vitoriosos, Emerson também ungiu alguns que quase chegaram lá: Osvaldo Bernardino (PP) obteve 5404 votos, Pastor da Favela (União), 6.945; e Moisés Feitosa (PSDB), 4.112.
De fortes a azarões das eleições 2024
Na campanha deste ano, muitos nomes que disputaram uma vaga na Câmara Municipal de Salvador fizeram parte da bolsa de apostas, mas não passaram de azarões. A coluna de hoje vai relacionar alguns nomes.
No PSDB, Dudu Magalhães, Tia Jove e Felipe Lucas eram citados como grandes possibilidades de eleição. Todos estão na suplência. Eles tiveram, respectivamente, 3509, 7642 e 8435 votos.
Uma surpresa foi a derrota de Suíca (PT). Era sabido que a quantidade de petistas diminuiria, mas a permanência de Suica na Câmara era dada como certa, mas não deu. O petista está na suplência com 7.168 votos.
O candidato de ACM Neto, Lucas Moreno (União Brasil) teve 3.290 votos. Catia Rodrigues, que tem por trás a igreja, também deixou muitos surpresos com a sua não-eleição: ela teve 7257 votos.
Cotado para ser o sucessor de Edvaldo Brito, que pendurou as chuteiras, e não disputou a reeleição, Carlos Kleber (PSD) bateu na trave e não conseguiu uma vaga na Câmara, com seus 6.189 votos.
No PDT, Zilton Netto era nome certo. No entanto, ficou na 1ª suplência, com 6.333 votos. Humberto Neto, da Rede Sustentabilidade, também fez parte da bolsa de apostas de muitos, mas não conseguiu se eleger, obtendo 6.365 sufrágios.
Paulo Fábio Dantas lança hoje livro sobre ACM
O cientista política e professor da Ufba, Paulo Fábio Dantas Neto, vai lançar, nesta sexta (1º/11), o livro ACM político baiano-nacional: cronologia de um fato consumado, da Edufba, a obra legitima a trajetória do político mais emblemático do estado até a sua morte, em 2007.
De acordo o autor, “embora a atitude política pessoal de ACM tenha indiscutível originalidade, ele foi menos um caso singular, ‘desviante’ e mais um caso exemplar de uma atitude política amplamente difundida nos mais diversos quadrantes geográficos e ideológicos da Bahia e do Brasil”.
O lançamento ocorre na Reitoria da Ufba, no Canela, das 17h30 às 21h.
Classificação Indicativa: Livre
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