Política
O ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode gerar impactos sobre empresas e pessoas que mantenham vínculos com as facções criminosas. Segundo ele, a medida pode resultar em sanções financeiras e limitações para transações internacionais.
Durante declaração em vídeo, Ciro avaliou que a medida norte-americana não deve modificar diretamente o trabalho investigativo das polícias brasileiras. Ainda assim, alertou para possíveis efeitos econômicos externos. “No longo prazo, sem que se altere a faculdade de investigação pela Polícia Civil ou pela Polícia Federal brasileira, o que nós podemos assistir é uma retaliação dos norte-americanos no sistema financeiro”, disse.
O ex-ministro acrescentou que empresas ou indivíduos associados ao crime organizado poderiam enfrentar bloqueios e congelamentos de recursos no exterior. “Não vão invadir o Brasil por causa disso, mas vão fazer restrições em empresas, vão congelar contas, eles lá conseguem descobrir, né? Porque a facção não bota lá, eu sou Comando Vermelho, CNPJ, não”, declarou.
Na mesma fala, Ciro também fez críticas ao governo do presidente Lula e às administrações petistas no Ceará, responsabilizando o partido pelo avanço das facções criminosas no estado. “Isso é consequência, sabe de quê? 20 anos de omissão do PT sobre este assunto. Você tem as facções criminosas, se organizaram, se sediaram, se expandiram, se colocaram, e não foi feita uma única inovação institucional pra isso”, afirmou o pré-candidato.
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