Política
Maior força do Congresso Nacional, com 109 deputados e 14 senadores, bem como em número de prefeitos (1.330) e governadores (6), a federação entre o União Brasil e o PP tem uma posição clara: oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lançada na última terça-feira (29), a aliança deve impor dificuldades à gestão do petista, sobretudo devido a sua influência no Senado e Câmara dos Deputados. Alguns dos principais políticos da federação emitiram sinal de que o grupo está cada vez mais distante de Lula para 2026 e mais próximo da oposição, embora conte com quatro ministérios.
Inclusive, o lançamento contou com um manifesto no qual o grupo político defende “um choque de investimentos” e menos intervenção do Estado na economia. O manifesto critica duramente o governo Lula, apesar dos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esportes) — indicados por União e PP — comporem o quadro ministerial.
Vale ressaltar que, durante a solenidade, não havia representantes do PT. Por outro lado, o evento contou com a participação do chefe do PL, Valdemar Costa Neto, e do líder do partido de Bolsonaro na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).
Apesar da celebração nos dois partidos, a federação, obrigada por lei a funcionar como uma única sigla por ao menos quatro anos, enfrenta divergências internas e, em alguns casos, há conflitos internos até as mesmas nas próprias siglas. Novos estados ainda precisarão ter as presidências definidas.
Juntas, as siglas terão um fundo partidário quase bilionário, de R$ 954 milhões. Entre os estados indefinidos estão São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que, por serem os principais colégios eleitorais, farão parte de uma negociação envolvendo diretamente as cúpulas nacionais dos dois partidos.
Já há acordo para a divisão do comando de 18 das 27 unidades da federação. A União Brasil terá o comando em nove estados, enquanto o PP indicará a presidência em outros nove. A divisão obedeceu a diversos critérios. Um deles estabelece que onde o partido tiver o governador terá prioridade; outro diz que o número de deputados federais têm influência.
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