Política

Com mais de 1,5 milhão de assinaturas, deputadas do PSOL entregam abaixo-assinado contra PEC da Blindagem ao Senado

Reprodução / BNews
Deputadas do PSOL ressaltam a vigilância da população e criticam partidos que apoiaram a PEC da Blindagem  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews


As deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bonfim (PSOL-SP) entregaram, nesta terça-feira (23), ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), um abaixo-assinado com mais de 1,5 milhão de assinaturas contra a chamada PEC da Blindagem

O texto foi aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados na semana passada e será analisado pela CCJ, nesta quarta-feira (24). O senador Otto Alencar já adiantou que a proposta “será sepultada” no Senado.

Em entrevista exclusiva ao BNews, a deputada Fernanda Melchionna destacou a importância da mobilização popular, tanto nas ruas quanto nas redes, para pressionar o Congresso. 

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

“É uma vergonha a tramitação de temas como voto secreto para abertura de investigações, manutenção de prisão de parlamentares e outros pontos que ferem a transparência. As manifestações do último domingo, somadas a esse abaixo-assinado com quase 1,6 milhão de assinaturas, ajudam muito a sepultar a PEC, mas é preciso seguir mobilizados”, disse.

Ao BNews, Sâmia Bonfim avaliou que os protestos mostraram que a população está vigilante: “O Congresso não pode subestimar a população brasileira. Essa PEC foi um limite que ninguém imaginava que os parlamentares fossem capazes de atingir, mas atingiram. Ela cria um escudo para qualquer tipo de crime, inclusive os mais graves. As ruas deixaram claro que as pessoas não aceitam isso”, afirmou.

A deputada também criticou partidos que, mesmo de esquerda, tiveram integrantes favoráveis à PEC; “Houve um distanciamento da opinião pública, um pragmatismo extremo de composição interna que ignorou as consequências. Espero que esse episódio sirva de lição. Os vídeos de arrependimento não são suficientes, porque as pessoas estão revoltadas com razão. É preciso que esse tipo de prática não se repita”, completou.

A análise da CCJ, nesta quarta-feira (24), será o primeiro passo da tramitação da PEC no Senado. Caso seja rejeitada, como antecipou o presidente da comissão, a proposta não seguirá para votação em plenário.

Assista:

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)