Política

Com nova prisão, Vorcaro é pressionado a romper o silêncio; diz colunista

Reprodução / Instagram/Banco Master
A Polícia Federal cumpriu na última quarta-feira (4) a prisão do empresário Daniel Vorcaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram/Banco Master
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 06/03/2026, às 07h38



A prisão decretada contra o banqueiro Daniel Vorcaro, que é o dono do Banco Master, trouxe de volta o medo de que as mensagens e os conteúdos do celular dele possam revelar informações que abalem relações importantes de poder no Brasil. Ao mesmo tempo, isso aumenta a pressão para que ele tente fazer um acordo de delação premiada com as autoridades.

É o que avalia a jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo. A análise se baseia em detalhes da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e em elementos da investigação.

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A decisão mencionada na coluna manda prender Vorcaro novamente e também inclui três cúmplices, entre eles um ex-policial federal e um estelionatário descrito como experiente em diferentes crimes.

O que aparece no quadro descrito reforça a ideia de que Vorcaro “pensava e operava na lógica da Máfia”, com métodos de intimidação e represálias contra quem não seguisse sua “cartilha”, fossem funcionárias, jornalistas ou concorrentes.

No centro do material relatado pela coluna está um conjunto de diálogos atribuídos a Vorcaro que, conforme descrito, revela disposição para punir e constranger desafetos. Um elemento simbólico dessa dinâmica é a figura de um operador apelidado de “Sicário”, descrito como um “capanga” pago para “atender a todos os desejos do chefe”, com remuneração mensal de R$ 1 milhão.

As mensagens reproduzidas no texto citado sugerem ameaças explícitas. Entre elas, aparece a referência a “moer” uma “empregada” que o estaria ameaçando e, por extensão, “dar um sacode” em um chefe de cozinha que o servia. 

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