Política

Caixa negocia patrocínio ao Corinthians após proibição das bets

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Alexandre Padilha e Guilherme Boulos participam das negociações para que banco estatal assuma o espaço master do clube  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Eduardo Costa

por Eduardo Costa

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/10/2026, às 08h45 - Atualizado às 08h46



Ministro do governo Lula (PT) articulam, nos bastidores, um patrocínio da Caixa Econômica Federal, uma estatal, ao Corinthians, clube do coração do petista. As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

De acordo com a reportagem, a negociação envolve os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), e da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol). Os dois também são corintianos.

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As negociações têm como objetivo fazer com que a Caixa estampe o principal espaço de patrocínio do clube paulista.

As articulações ocorrem após a Medida Provisória assinada por Lula no fim de setembro que proíbe as bets no país, incluíndo a sua publicidade.

O Corinthians era patrocinado pela “Esportes da Sorte", que ocupava o patrocínio master da equipe.

Ainda de acordo com a reportagem do Metrópoles, a Caixa negocia assumir os naming rights do estádio do Corinthians, atualmente da farmacêutica Neo Química, em troca da quitação de parte da dívida do time com o banco, hoje de cerca de R$ 630 milhões.

O clube e a estatal também negociam, com os ministros de Lula, a criação de uma "loteria instantânea" do clube vinculada ao banco público.

A aproximação do Corinthians com a Caixa já teve inicío nesta semana, quando o clube paulista assinou um acordo com o banco público para a liberação de R$ 27 milhões depositados em uma conta reserva prevista no contrato de pagamento da dívida pela construção da Arena Corinthians.

No contrato, está previsto a suspensão, por um período de um ano, do pagamento da terceira parcela de 2026, no valor de R$ 27 milhões, do refinanciamento da Neo Química Arena.

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