Política

Com pneumonia e sem previsão de alta: entenda o estado de saúde de Jair Bolsonaro

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Recuperação de Jair Bolsonaro depende da resposta ao tratamento com antibióticos e acompanhamento médico contínuo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 14/03/2026, às 11h19



Após a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (13), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, uma sequência de acontecimentos trouxe novos desdobramentos sobre o estado de saúde do ex-presidente. Por isso, o BNews reuniu uma linha do tempo com as principais informações sobre o caso.

A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, uma infecção pulmonar.

Segundo a equipe médica, o ex-presidente apresentou um quadro clínico considerado grave. “A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e pode evoluir para septicemia, por isso a necessidade de atendimento de emergência”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado.

A equipe responsável pelo atendimento é formada pelos médicos Brasil Caiado, Leandro Echenique e Cláudio Birolini. Segundo eles, se o atendimento tivesse demorado mais tempo, o quadro do ex-presidente poderia ter se agravado.

“Ele vai continuar com esse risco no futuro. Claro que as medidas preventivas são tomadas, algumas com mais dificuldades por conta do ambiente em que ele está, mas o risco permanece”, afirmou Echenique durante coletiva de imprensa.

Os médicos também informaram que, apesar de o tratamento manter o quadro clínico estável, ainda existe risco à vida.

“Na madrugada, ele começou a ter febre e calafrios muito intensos. Esses calafrios indicam bacteremia, um sinal de que a infecção é causada por bactérias”, explicou Echenique.

O cirurgião Cláudio Birolini alertou que o quadro pode evoluir. “Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode morrer”, disse.

“No momento, a situação do ex-presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge nessas circunstâncias”, completou Birolini.

Além disso, Brasil Caiado afirmou que não é possível prever uma data exata para a alta hospitalar do ex-presidente, destacando que tudo depende da resposta do organismo ao antibiótico.

“Em geral, o antibiótico venoso em casos de pneumonia grave bilateral pode durar mais de sete dias, oito, dez ou até doze. Mas é impossível prever, porque não sabemos se haverá algum tipo de complicação”, afirmou o médico.

Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, tem pedido que apoiadores façam jejum e orações pela recuperação do pai.

Para o senador, o episódio reforça a necessidade de Bolsonaro ter acompanhamento constante de um familiar ou profissional de saúde.

“É mais uma constatação de que ele não pode ficar sozinho. Precisa de alguém para acompanhá-lo permanentemente [...] É um fato que, mais uma vez, ele poderia ser encontrado morto”, afirmou.

A equipe médica também destacou que uma alimentação adequada em casa poderia ajudar a reduzir riscos de complicações no estado de saúde do ex-presidente.

“Em casa você tem uma alimentação muito mais adequada, e sabemos que a alimentação participa diretamente da questão do refluxo”, explicou Brasil Caiado.

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