Política
A Comissão de Ética da Presidência da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (9), para apurar a conduta do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno, chefe do órgão no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Declarações do general de julho de 2022 durante uma reunião com Bolsonaro apontam um possível uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e violação de princípios das instituições democráticas.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, condenados pela Suprema Corte por tentativa de golpe de Estado, também estavam presentes no encontro.
Não vai ter segunda chamada da eleição; não vai ter revisão do VAR [árbitro de vídeo]. Então, o que tiver que ser feito, tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa, é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa, é antes das eleições”, disse Heleno à época.
O documento enviado pelo STF diz que o objetivo é “averiguar o cometimento de possíveis infrações previstas no arcabouço ético”. Heleno foi condenado, em dezembro do ano passado, pelo STF a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe. Ele passou a cumprir prisão domiciliar, após alegar diagnóstico de Alzheimer.
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