Política

Comissão de Ética livra ex-ministro de Bolsonaro de acusação por supostos desvios milionários

Isac Nóbrega/PR
O ex-ministro da Saúde foi acusado de desvio de dinheiro, mas a Comissão não encontrou provas suficientes para sustentar a denúncia.  |   Bnews - Divulgação Isac Nóbrega/PR
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 10/11/2025, às 19h52 - Atualizado às 19h52



A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu arquivar uma denúncia contra o ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, por supostas irregularidades em repasses da pasta para o município de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão. As informações são da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. 

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O ex-ministro alegou que a pasta havia feito o repasse de R$ 2,2 milhões para “reestruturação da rede de cuidados de urgência e emergência pediátrica”, por conta de um incêndio que atingiu o Hospital Municipal de Pediatria, conhecido como Socorrinho, em março de 2019. A Prefeitura de Imperatriz chegou a declarar situação de emergência por conta dos danos causados pelas chamas à estrutura e o impacto do caso no funcionamento da rede.

Em 2020, o então deputado Hildo Rocha (MDB-MA), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusou o ex-ministro de  estar envolvido em um esquema de desvio de dinheiro para beneficiar o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos. A acusação aconteceu no momento em que Mandetta e o ex-presidente estavam em conflito por conta de como o governo federal deveria lidar com a pandemia do coronavírus. Os desentendimentos levaram à demissão de Mandetta do comando do ministério. 

Na avaliação do conselheiro Bruno Lemos, os elementos disponíveis no caso indicam para um episódio emergencial, enquanto a denúncia apresentada pelo deputado não tinham "lastro probatório" que indicassem falhas na gestão administrativa.

Com isso, o conselheiro votou pelo arquivamento da denúncia pela ausência de indícios de conduta incompatível com os padrões éticos.

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