Política

Comunicador denuncia plano para colocar Bolsonaro com o PCC e pede socorro a Trump

Agência Brasil
Em sua carta, Allan dos Santos pede que Trump escute apenas Eduardo Bolsonaro sobre o destino do ex-presidente preso.  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 10/11/2025, às 18h54 - Atualizado às 19h00



O comunicador conservador Allan dos Santos utilizou as redes sociais para publicar uma “carta aberta” endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na publicação, ele pede para que o chefe do Executivo estadunidense tome alguma medida após uma eventual transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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Além disso, Allan dos Santos pede para que Trump escute “somente Eduardo Bolsonaro quando o assunto for o destino das vítimas do ministro Alexandre de Moraes”.

“O senhor já tem dialogado com Eduardo Bolsonaro, e sei que compreende o que está em jogo. Mas é vital que nenhuma outra voz, por mais próxima que pareça, interfira nesse canal de confiança. Somente Eduardo conhece a dor real de seu pai, o sofrimento psicológico e moral que ele vive como preso político, condenado sem crime, sem foro competente e sem o devido processo legal”, diz Allan dos Santos.

“Querem lançar Jair Messias Bolsonaro a uma prisão comum, junto a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) — o maior grupo criminoso do país. Trata-se de uma tentativa clara de intimidação, de destruição pessoal e simbólica. O mesmo tipo de tática usada contra o senhor: destruir um líder para aterrorizar um povo”, afirma o comunicador.

Em outro trecho, Allan dos Santos garante que o  Brasil estaria “sob a influência direta de uma rede que une narcotráfico, terrorismo e socialismo revolucionário”, que financiaria regimes de esquerda em países da América Latina.

A carta foi divulgada poucos dias depois que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar  o recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro e manter pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado na trama golpista. A expectativa é de que o ex-presidente seja preso antes do Natal, mas ainda não está definido onde ele vai cumprir a pena. 

O ex-presidente já havia sido declarado inelegível pela Justiça Eleitoral e cumpre prisão domiciliar desde agosto. 

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