Política

Conexão Federal: Dino quer conciliar fim do “Orçamento Secreto”

Tom Costa/MJSP
Para ministro do STF, “não a prova cabal” que a prática, considerada inconstitucional, tenha acabado no Congresso  |   Bnews - Divulgação Tom Costa/MJSP

Publicado em 17/06/2024, às 16h50   Humberto Sampaio, direto de Brasília



O ministro do Supremo, Flávio Dino, quer reunir representantes do Congresso e do Governo Federal para discutir uma conciliação sobre o chamado “orçamento secreto”. A prática que permite a parlamentares incluir emendas sem especificar destino, programa ou finalidade foi proibida pelo STF em dezembro de 2022.  Mas, para o ministro, “até o momento não há comprovação cabal” que o orçamento secreto tenha acabado.

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A decisão de Flávio Dino foi anunciada nesta segunda-feira (17/06) e, segundo ele, a avaliação sobre a manutenção do Orçamento Secreto está baseada em um relatório do Ministério do Planejamento que indica dificuldades de acesso a dados de rubricas orçamentárias oriundas de emendas parlamentares. Para o ministro, todas as práticas viabilizadoras do orçamento secreto devem ser definitivamente afastadas.

“Uma mera mudança de nomenclatura não constitucionaliza uma prática classificada como inconstitucional pelo STF”, afirmou.

Dino refere-se às chamadas Emendas Pix, que substituiu as Emendas de Relator na distribuição de verbas do orçamento da união sem a necessidade de indicar qual o projeto ou convênio nem muito menos a justificativa para a aplicação do recurso. O dinheiro da emenda, nesses casos, é transferido diretamente pelo parlamentar para a conta dos municípios ou estados.

A primeira reunião conciliatória determinada por Flávio Dino deve acontecer no dia 1 de agosto.

“Não há dúvida de que os Poderes Legislativo e Executivo são revestidos de larga discricionariedade quanto ao destino dos recursos orçamentários, o que não exclui o dever de observância aos princípios e procedimentos constantes da Constituição Federal — entre os quais os postulados da publicidade e da eficiência”, explicou Flavio Dino em sua decisão.

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