Política

Congresso era o próximo alvo a ser atacado por uma gangue

Ricardo Stuckert / PR
O delegado explicou que os criminosos eram monitorados há cerca de um ano e meio  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 02/06/2025, às 11h48   Rebeca Santos



As gangues responsáveis por pichar monumentos e prédios públicos em Brasília tinham como próximo alvo o Congresso Nacional, de acordo com o delegado Victor Dan, chefe da 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro Velho). Alguns dos investigados na Operação Rabisco já haviam sido presos anteriormente por tráfico de drogas.

Em coletiva de imprensa, o delegado explicou que os criminosos, moradores de Ceilândia, Sobradinho e São Sebastião, eram monitorados há cerca de um ano e meio. 

 “Eles disputavam quem pichava o bem mais perigoso”, afirmou Victor Dan.

A ação desses grupos no Cruzeiro e no Sudoeste alertou a Polícia Civil do DF (PCDF). Segundo a corporação, mais de 90% das placas de trânsito e endereços foram vandalizadas, além de metade das fachadas de imóveis privados.

“E essas duas regiões eram mais procuradas por serem próximas das sedes de órgãos públicos”, completou o delegado.

Os vândalos também disputavam para ver quem pichava primeiro locais recém-inaugurados, aguardando obras públicas serem entregues para então danificá-las.

Com idades a partir dos 16 anos, os integrantes marcavam as pichações com apelidos e siglas de seus grupos. Eles serão indiciados por crimes ambientais, contra o patrimônio urbano e por associação criminosa.

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