Política
por Rebeca Santos
Publicado em 01/02/2026, às 10h20
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aprovou R$ 206,6 bilhões em empréstimos para estados e municípios nos primeiros três anos do mandato atual. Isso representa uma mudança na forma como o crédito é dado a essas regiões, e especialistas estão preocupados com o impacto nas finanças públicas.
Apenas no ano passado, o Tesouro Nacional aprovou R$ 85,8 bilhões em empréstimos para esses entes, o que é 32,4% a mais do que em 2024, sem ajustar pela inflação, de acordo com um levantamento da Folha. Esse valor inclui operações em reais e em moedas estrangeiras (convertidas para reais pela taxa média do ano).
Do total aprovado, R$ 173,7 bilhões (ou 83,6%) têm garantia do governo federal , isso significa que a União paga se houver calote.
O governo Lula prometeu retomar esses empréstimos depois de um período de restrições entre 2016 e 2022. Segundo informações do O Globo, economistas veem isso como mais do que uma volta ao normal e alertam para os riscos de tanto crédito para contas públicas.
A preocupação é que o aumento de gastos e investimentos nos estados e municípios, impulsionado por esses empréstimos, se torne difícil de sustentar se o Produto Interno Bruto (PIB) crescer menos.
Um crescimento menor reduz a arrecadação de impostos, deixando menos dinheiro para pagar as dívidas.
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