Política

"Crime, polícia e política não se separam no Rio", diz Marcelo Freixo

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Marcelo Freixo lançou em Salvador, nesta quinta-feira (11), o livro "Viver é perigoso"  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Héber Araújo e Davi Lemos

por Héber Araújo e Davi Lemos

Publicado em 12/06/2026, às 05h30



O ex-presidente da Embratur e ex-deputado federal, Marcelo Freixo (PT/RJ), esteve em Salvador nesta quinta-feira (11) para lançar o livro "Viver é perigoso" e destacou a importância de combater e de frear o projeto de poder do crime organizado. "Crime, polícia e política não se separam no Rio e isso está estabelecido há muitos anos", disse Freixo, em conversa com o BNEWS.

Freixo destacou um fato que é pouco explorado nos debates sobre a situação fluminense: o estado tem o segundo pior Ideb do país. Para o petista, o tema só não é mais debatido, pois as questões da segurança pública dominam as manchetes. Ele associa o caos na segurança ao caos político vivido no estado.

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"Quando você tem oito governadores afastados e seis governadores presos, isso atinge todas as políticas públicas na segurança e explode o Rio de Janeiro. Explode na saúde, na educação, no transporte, na vida das pessoas. Então é muito importante que a gente resolva a crise política e que o crime não tenha projeto de poder e esteja no poder. Derrotar o crime é o fim número um", disse Freixo.

Marcelo Freixo fez, entretanto, um "mea culpa" da atuação da esquerda no debate sobre a segurança pública. "Durante muito tempo a esquerda não deu ao tema da segurança a devida importância [...] A direita se aproveitou desse debate de forma irresponsável, de forma superficial, mas a esquerda demorou muito a debater a segurança pública com a grandeza que tinha que disputar", pontuou.

Ao falar do livro, Freixo destacou a conexão grande entre Salvador e Rio de Janeiro e os desafios semelhantes em relação à segurança pública. "É um livro sobre coragem de enfrentar o problema, de não botar para debaixo do tapete aquilo que a gente tem que discutir que é a segurança pública", disse.

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