Política
Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgaram uma nota nesta sexta-feira (20), convocando uma assembleia na próxima segunda-feira (23). Durante a reunião, será discutida a cobrança de afastamento do diretor-geral da entidade, Luiz Fernando Corrêa.
A categoria também debate a possibilidade de decretar greve para pressionar a saída do atual diretor. A Abin diz que colabora com as investigações. A entidade afirma que a permanência do diretor-geral à frente da Abin compromete a credibilidade da instituição e representa um risco ao funcionamento técnico e isento da inteligência estatal.
O imbróglio envolvendo o líder tem como pano de fundo o relatório final da Polícia Federal da investigação sobre a chamada "Abin Paralela" No documento, a PF ressalta que agindo como o chefe da Abin, Luiz Fernando "participou de reuniões de cúpula, teve acesso a informações sigilosas e realizou ações que notadamente tiveram o intento obstruir a investigação sobre a organização criminosa instalada no órgão".
O esquema teria espionado quase 1,8 mil celulares no governo Bolsonaro, dentre os alvos estavam servidores públicos, ministros, jornalistas, artistas e deputados. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) é citado como o "idealizador" da estrutura de espionagem ilegal.
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