Política

Crise no PL prossegue e desempenho pífio em eleições municipais será combustível contra presidência de Roma

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A candidata a prefeita de Amargosa, Viviane Santana (PL), obteve 3,9% dos votos válidos e destacou apoio de Roma na campanha  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 28/10/2024, às 19h55



A crise entre membros do PL e a atual direção estadual da sigla continua. Na semana que antecedeu o segundo turno das eleições municipais, um "exposed" realizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) deu luzes a um racha que era somente comentado nos bastidores do PL baiano. Passadas as eleições - agora definitivamente com a realização do segundo turno - a mira de integrantes do PL está sobre a alegada ineficiência das estratégias do ex-ministro da Cidadania e presidente do partido na Bahia, João Roma, ao escolher candidatos a prefeito em Itabuna, Amargosa e Teixeira de Freitas, por exemplo.

Mesmo com um investimento de R$ 1,85 milhão - quando somados os valores aplicados nas três cidades - as candidaturas a prefeito em Amargosa, Itabuna e Teixeira de Freitas tiveram desempenhos considerados decepcionantes. A situação em Amargosa é considerada  emblemática, pois a candidata a prefeita Viviane Santana, que recebeu R$ 393,9 mil, obteve apenas 867 votos. "Isto evidencia a ineficácia desses investimentos do partido".

O desempenho do PL na Bahia contrasta com o observado em outras regiões brasileira. onde o partido cresceu em número de prefeituras, passando de 345 para 510. No estado, entretanto, o partido viu seu número de prefeituras cair de 20 para apenas uma – Porto Seguro, onde Jânio Natal foi reeleito. O prefeito reeleito, contudo, não é amplamente associado ao bolsonarismo - é um político de centro, como era a marca dos membros do PL antes do ingresso de Jair Bolsonaro na sigla. Membros do PL baiano consideram natural o apoio à reeleição de Natal - afinal, ele foi um dos poucos prefeitos baianos que deram palanque a Bolsonaro em 2022 -, mas dizem que há um problema de consistência ideológica no PL baiano. A questão era vista já no comportamento de deputados estaduais como Raimundinho da JR e Victor Azevedo e agora também se configura, na opinião de liberais, nas escolhas feitas durante o pleito municipal da Bahia.

A comparação com outras cidades do Nordeste, como Fortaleza, Maceió e Recife, também são usadas como Roma, quando há comparação com o desempenho do partido em Salvador. Estas capitais elegeram cinco, onze e quatro vereadores do PL, respectivamente. Segundo essa interpretação, Salvador ficou aquém das expectativas, elegendo apenas dois vereadores: Alexandre Aleluia, que tem uma boa relação com o prefeito Bruno Reis, e Cézar Leite, que retorna à Câmara Municipal de Salvador. 

"Esse resultado expõe a fragilidade da gestão de João Roma à frente do PL na Bahia, pois evidencia que na Bahia o partido fracassou na tentativa de replicar o desempenho nacional", avalia um opositor do ex-ministro.

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