Política

De olho em 2026, Tarcísio endurece críticas a Lula e propõe “salto de 40 anos em 4”

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Durante seminário, Tarcísio de Freitas critica gestão Lula e sugere um novo lema para o Brasil, inspirado em Juscelino Kubitschek.  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2025, às 13h59 - Atualizado às 13h59



Apontado como um dos pré-candidatos à presidência da República ano que vem, o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve presente nesta segunda-feira (25) em um seminário para empresários em São Paulo. 

Na oportunidade, Tarcísio voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o governador de São Paulo,  um próximo governo de direita vai precisar adoar o lema de "crescer 40 anos em 4" após a atual gestão petista. A fala é uma referência a um bordão do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ocorrido entre 1956 e 1961, e cujo lema foi “50 anos em 5”.

“Aquele líder carismático e popular já não estava mais lá e o Brasil imerso na confusão. Eis que vem Juscelino Kubitschek, com um lema ousado: 50 anos em 5. Esse cara impulsiona a indústria, interioriza o Brasil e constrói Brasília em três anos. Um líder disruptivo, pensou o futuro e implantou bases para a gente dar um salto subsequente. Então, não sei qual vai ser o lema do novo governo. Eu sei que a gente precisa fazer pelo menos quarenta anos em quatro. Isso está muito claro”, afirmou Tarcísio.

Ainda durante o evento , o governador de São Paulo criticou a forma com que o governo Lula vem lidando com a política externa  em meio às sanções dos Estados Unidos, como o tarifaço.

"No passado, o Brasil sempre teve habilidade. O Brasil via no salão o chinês, via o americano, tirava o chinês para dançar, tirava o americano para dançar e não perdia nenhum dos dois em casamento. A gente sempre teve essa habilidade", disparou.

"De repente, a gente decide jogar o pragmatismo fora, se alinhar a um determinado eixo, e isso tem um papel relevante que a gente não está vendo. Não é a questão da tarifa, não é só isso. Tem uma coisa muito pior, que é afastar o investimento. Esse é o grande efeito e talvez isso não esteja sendo devidamente dimensionado, e essa é a grande preocupação, porque mais uma vez vamos perder o bonde da história", emendou.

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