Política
Prestes a desembarcar do governo Lula, União Brasil e PP ainda têm 140 filiados em órgãos federais de orçamento bilionário, segundo levantamento de O Globo.
De acordo com a pesquisa, ao todo, o União soma hoje 97 filiados, e o PP, 43, nomeados em cargos de confiança do Executivo. Os dois partidos formalizaram recentemente a federação partidária União Progressista, de oposição a Lula.
No primeiro escalão, o ministro Celso Sabino (Turismo) do governo Lula após o ultimato do União Brasil. Ele deve deixar o posto até o final desta semana. Além de Sabino, o deputado federal licenciado André Fufuca (PP-MA) está à frente do Ministério do Esporte. Fufuca joga com o calendário e segue com as atividades enquanto não recebe uma ordem partidária.
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), por exemplo, tem Narcélio Moreira Albuquerque como diretor administrativo — ele foi secretário parlamentar da deputada federal Fernanda Pessoa (União-CE). O diretor-geral do órgão, com orçamento de R$ 1,3 bilhão, é uma indicação do PP desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por sua vez, o diretor de gestão de fundos é Heitor Freire, ex-deputado federal do União Brasil pelo Ceará.
O diretor de administração do órgão também é filiado ao União: José Lindoso de Albuquerque Filho foi secretário parlamentar do deputado Luciano Bivar, ex-presidente da legenda. A Sudene faz parte do Ministério da Integração Nacional, que é chefiado por Waldez Góes, apadrinhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Lindoso não comentou.
Outro alvo de interesse pela capacidade financeira e de execução de obras é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), presidida por Lucas Felipe de Oliveira. O comando da Companhia também foi uma indicação chancelada por Alcolumbre. Neste ano, a Codevasf tem, sozinha, um orçamento de R$ 2,1 bilhões.
O União Brasil ainda tem cinco representantes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) em cargos de diretoria, chefe de divisão e assessores. Em 2025, o orçamento do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia, gerido pelo Sudam, é de R$ 830,5 milhões.
Há ainda integrantes das legendas em cargos no Palácio do Planalto, em órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e também em superintendências estaduais do Ministério da Saúde.
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