Política
Publicado em 26/12/2024, às 08h12 Rebeca Silva
Interceptações realizadas pela Polícia Federal (PF) revelam detalhes do esquema de corrupção envolvendo policiais civis de São Paulo, que foram presos por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles mantinham contato com o corretor de imóveis Vinícius Gritzbach.
O portal Metrópoles teve acesso a transcrições das conversas entre os policiais civis Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como Xixo, e Eduardo Lopes Monteiro. Nos diálogos, eles discutem como a eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) poderia beneficiá-los, por meio da nomeação de um novo delegado-geral — como também conversam sobre o recebimento de relógios de luxo, extorquidos de Gritzbach.
O corretor de imóveis foi executado com tiros de fuzil, em 8 de novembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, na região metropolitana. Ele havia, dias antes, feito uma delação premiada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) na qual indicou nomes e entregou provas da relação estreita de policiais com a maior facção do Brasil.
Xixo foi preso junto com o também policial civil Valmir Pinheiro, o Bolsonaro, em setembro. Já Eduardo Monteiro, que é chefe de investigações, foi preso no último dia 17, junto com outros três policiais — entre eles o delegado Fábio Baena, com quem trabalhava no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Todos estão envolvidos com lavagem de dinheiro e com o crime organizado, segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
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