Política

Decano do STF, Gilmar defende Moraes e diz que Eduardo Bolsonaro cometeu crime de lesa-pátria

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Gilmar criticou interferência no STF e fez duras críticas à tentativa de silenciar colega do STF  |   Bnews - Divulgação Nelson Jr/SCO/STF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 01/08/2025, às 11h06



Ministro mais antigo do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes manifestou apoio ao colega Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (1º), durante a reabertura dos trabalhos na corte. A sessão extraordinária contou com a defesa do magistrado após o governo dos Estados Unidos aplicar contra Moraes a Lei Magnitsky, que permite que sejam impostas as sanções econômicas contra acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Para Gilmar, o STF não irá se dobrar às intimidações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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"Venho manifestar o meu mais veemente repúdio aos recentes atos de hostilidade unilateral que desprezam os mais básicos deveres de civilidade, de respeito mútuo que devem balizar as relações entre quaisquer indivíduos e organizações", afirmou o decano.

Gilmar Mendes ainda criticou manifestações golpistas fomentadas por políticos brasileiros. Ele citou o caso de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado que está nos EUA fomentando os ataques ao país, e disse que o parlamentar comete ato de lesa-pátria.

Sem citar o nome do filho de Jair Bolsonaro, Gilamr afirmou que o deputado fugiu do país para disseminar mentiras contra a corte. "Não é segredo a ninguém que os ataques à nossa soberania foram estimulados por radicais inconformados com a derrota política do seu grupo nas últimas eleições presidenciais. Entre eles, um deputado que na linha de frente do entreguismo fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, um verdadeiro ato de lesa-pátria", disse.

Ele ainda declarou que as "redes sociais não são terra sem lei" e reclamou da interferência de plataformas digitais no sistema político brasileiro. "As censuras que vêm sendo investidas ao ministro Alexandre, na sua grande maioria, parte de radicais que buscam interditar o funcionamento do judiciário e com isso manietar as instituições fundamentais de uma democracia liberal", apontou o magistrado.

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