Política

Declaração de Temer não muda posição do MDB da Bahia, afirmam Lucio e Geddel

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Lúcio Vieira Lima e Geddel Vieira Lima afirmam que MDB na Bahia permanece ao lado de Lula e Jerônimo Rodrigues  |   Bnews - Divulgação Henrique Brnco / BNews / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 05/10/2026, às 19h39



O presidente de honra do MDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, e o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (MDB), garantiram nesta segunda-feira (5), em conversa com o BNEWS, que o partido na Bahia permanece ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito no domingo (4), e com Lula (PT), que disputa o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Nesta segunda-feira, Michel Temer declarou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, mas os emedebistas baianos afirmam que o posição do ex-presidente não vincula o partido na Bahia.

"Quem estava no primeiro turno com Lula, como o MDB no Nordeste, permanece. O MDB de São Paulo já tinha ficado com Flávio no primeiro turno", disse Lúcio, ao citar os exemplos do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e do presidente nacional do partido, Baleia Rossi.

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Lúcio complementou: "É natural que o MDB de lá, do Sul, tenha preferência por Flávio Bolsonaro, e o MDB do Nordeste por Lula". Geddel, por sua vez, declarou a posição emedebista é similar à do PSD: "cada estado está liberado para tomar sua decisão". O ex-ministro ainda ressaltou que, no segundo turno, quando não há mais divisões de tempo de rádio e TV por coligações, essa vinculação de apoio também não é mais levada em conta, pois os candidatos passam a ter tempos iguais de exposição.

Antes da declaração de Michel Temer, o presidente do partido, Baleia Rossi, havia declaração que os estados estavam liberados a apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro.

"Essa decisão de não ter candidato à Presidência da República e nem a vice fez com que cada líder do partido pudesse tomar a sua posição já no primeiro turno. Todos se manifestaram e isso vai permanecer agora, porque é uma liberdade que o partido entendeu para manter uma unidade nacional", afirmou Baleia, em entrevista à EPTV, afiliada da Rede Globo em São Paulo.

Bastidores
Nos bastidores do MDB, há um consenso que explica a declaração de Temer em apoio a Flávio Bolsonaro. O ex-presidente adiantou o voto não por acreditar que Flávio defenda os princípios "mais republicanos", mas por mágoa. "Ele é constantemente chamado de golpista pelo PT. Como cobrar apoio dele agora"?, questionou um emedebista.

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