Política

Defesa de Bolsonaro questiona delação de Cid e pede absolvição de ex-presidente: 'Foi o presidente mais investigado'

Gustavo Moreno/SCO/STF
Defesa aponta que delação de Mauro Cid não deve ser levada em consideração para julgamento de ex-presidente  |   Bnews - Divulgação Gustavo Moreno/SCO/STF
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2025, às 12h30



A defesa de Jair Bolsonaro pediu a absolvição do ex-presidente no julgamento realizado nesta terça-feira (2), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), contra ele e outros sete indiciados por tentativa de golpe de Estado. Celso Sanchez Vilardi, responsável por defender o ex-presidente, atacou a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

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"A Polícia Federal diz que ele mentiu, omitiu e se contradiz. O STF diz que delação é meio de prova, o que aconteceu nesse caso é que Cid falou, a PF disse que ele mentiu e então há uma audiência que ele se corrija. Mas há uma inversão, o Estado trouxe indícios e Cid se adequa aos indícios trazidos", disse o jurista.

O advogado ainda pontuou que Bolsonaro foi "o presidente mais investigado da história do país" e que, após vasta investigação, não foi encontrado nenhum documento comprometedores com o ex-presidente.

Na visão do advogado, Mauro Cid teria corroborado os indícios e provas da Polícia Federal, o que vai contra o rito comum da delação premiada. Vilardi afirma que o adequado é quando a Polícia Federal ouve o delator e, então, vai atrás de provas para comprovar a versão.

"Eu entendo a gravidade de tudo o que aconteceu, mas não é possível que se queira imputar a responsabilidade ao presidente ou colocá-lo como líder de uma organização criminosa, quando ele não participou da questão do 8 de janeiro. Pelo contrario, ele a repudiou", declarou o advogado.

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